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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Não!

Para cada 4 “SIM”, diga pelo menos 1 “NÃO”.
O “sim” usado em demasia fragiliza o ser humano
de tal forma que ao 1º “NÃO” recebido, estilhaça-se
como um cristal lançado ao Chão.
Dizer não, também é um ato de generosidade.
 
***
 
O verdadeiro amigo não se apresenta enquanto te afaga e lhe enxuga as lagrimas,
Mas sim quando você lhe diz não!
 
Hannaell Mendes
22/02/2013 – 15h06min

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

COMENTARIOS

            Porra meu! (é assim mesmo que eu deveria começar, mas como já adquiri certo nível de cordialidade apenas penso)
            Estava lá no meu canto tranqüilo, de boa mesmo, tinha outros planos, outras metas, objetivos (é proposital o uso da redundância), estava em paz.
            Você me aparece:
            Oi, e ai o que esta fazendo?
            Planejando uma vida (foi minha resposta).
            Entusiasmada, efusiva, impaciente e precipitada (como sempre).
            Me inclui?
            Oi?
            É me inclui nessa sua vida?
            Não é o momento (minha segunda resposta).
            Poxa vida, eu estou precisando, quer dizer nós precisamos (completou com outra pergunta quase chantagistica)
            Cadê aquele amor doido que me confessará?
            (quase ausente tentando demonstrar frieza) Esta aqui guardado dentro de mim pronto para exaltar-se, mas no momento certo, ainda falta-nos preparo (respondi assim pela terceira vez, de forma cortês para não ofende-la).
            (insistente) Há quanto tempo não nos encontramos? (não perdeu a mania de fazer perguntas)
            Como pode dizer que não estou preparada?
            Hã?
            Estou mais que pronta, vai me inclui?
            Vai me dizer que você não quer?
            Não esta com saudades?
            (inesperadamente, clamo. Meu Deus, e imprimo mais uma vez cordialmente) Eu disse que não estamos prontos. Nós, ambos, entende?
            Entendo claro, claro que sim, mas isso é bobagem. Eu preciso de você, já temos permissão agora é com a gente, vamos deixa de ser metódico.
            Metódico, eu? (é assim mesmo que se intitulam quem é cauteloso).
            Me inclui, vai? (o meu ponto fraco é esse, não resisto há um desafio por mais prudente que sou, alguns até me classificam com altruísta).
            (reticente, mas com o “coração” quase saltando de mim, o monstro estava despertando)  “Uma eternidade de diálogos e preparativos!” (despedidas).
            (disse-lhe) Bem, então está combinado parto em alguns meses. (quase não conseguia conter-se dentro de si mesma).
            Então ta, eu vou só terminar de organizar mais algumas coisas por aqui e a gente se encontra lá, fica bem. Eu Te Amo (gritou bem alto), vai da tudo certo (me abraçou fortemente e uma espécie de lágrima correu pelo seu rosto).
            Só você me entende como tem de ser, desculpa por tudo fica tranqüilo dessa vez vamos conseguir, vai com Deus, boa viagem, vê se não vai se esconder, fugir de mim.
            (na hora da despedida final não estava presente, atrasou, havia ido fazer algo mais importante, sabe como é! Primeira pisada na bola). Fiquei espiando pela janela, mas não estava lá. (depois me mandou noticias pediu desculpas essas coisas todas)
            É!
            Mas eu já havia desembarcado.
            Pronto!
            (tic, TAC – TAC, tic... tic, TAC)
            Ola tudo bem?
            Tudo.
            Muito prazer.
            Todo meu!
            (foi assim que aconteceu quando nos reencontramos)
            E ai?
            E ai!
            É...
            Blá, blá, blá...             (eu me recordo de quase tudo que foi combinado, mas quanto a ela não tenho muita certeza. Às vezes parece que sim outras que não, bem só sei que sei, e saber me fazem crer que tudo pode se perder).
          Porra meu!
 
 
 
Hannaell Mendes
29/01/2013 – 17h35min

REDUNDÂNCIA

Esta tudo indo muito devagar...
Mas eu sou teimoso...
Não desisto...
Persisto...
Invento e reinvento...
Conserto e mudo a direção
Troco o foco sem desistir do objetivo...
Procuro outro ângulo...
Busco um jeito que ainda não tentei...
Repito um que já usei e não deu certo...
Cometo gafes, pratico a redundância...
NÃO DESISTO MESMO.
Tenho fé eu vou atingir os meus objetivos.
 

Hannaell Mendes
30/01/2013 – 20h09min

sábado, 19 de janeiro de 2013

SEM MEDO

            Eu só queria um momento a sós com você, sentar numa pedra bem alta a beira do mar. Não importa se dia ou noite, sol ou chuva. Só nós dois ali, o silencio violado apenas pelo som das ondas quebrando nas pedras e pelo gorjear de um ou outro pássaro atrevido a voar.
            Depois de muito tempo a fitar o horizonte perder o medo do “sim” e do “não” tocar suave suas mãos e quando virar-se roubar-te um beijo sorrindo, já sem medo envolver-te nos meus braços mesmo sem sua permissão, para não quebrar o silencio cochichar-te nos ouvidos todo meu amor escondidos nas entrelinhas dos poemas que te dei.
            Sem se importar mais com a resposta sentir o coração acelerar, o corpo aquecer-se repentinamente, os olhos aflitos, mas sem medo, sem medo.
            E depois da resposta, não importa qual seja beijar-te novamente, consentido ou roubado e voltar para casa, abraçados de mãos dadas ou calados.
           Mas livre e sem medo!
           Sem medo.
 

Hannaell Mendes
19/01/2013 – 12h19min

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cavalo "Branco"

Quando criança ainda, depois de observa-me por dias, talvez meses até mesmo anos. Num dia de domingo depois da missa matinal a caminho de casa minha mãe, meus quatro irmãos (dois meninos e duas meninas), ela “minha mãe” adiantou-se um pouco com meus irmãos enquanto eu caminhava mais lentamente, logo meus irmãos sumiram na curva do caminho, eu acompanhei-a mesmo caminhando muito lento.
Mulher um tanto rústica (embrutecida pela lida, inculta “aparentemente”, mal talhada) como era de costume os vizinhos dizerem. Pegou suave em minha mão e caminhou lentamente ao meu lado por um longo trecho do caminho até que de súbito parou sub a sombra de um arvoredo fincado a beira da estrada. Sentou-se num barranco, respirou fundo tomou-me a outra mão fitou-me com um olhar de suprema sabedoria e confiança (como jamais haverá visto). Estática por algum tempo, rompeu o silencio com a seguinte frase: Filho eu te amo! Respirou novamente e prosseguiu: “Contos de fadas, príncipes encantados montados em cavalos brancos só existem para meninas; mas de fato trata-se apenas de uma fantasia. Não existem... quisera princesas!
Estou certo que minha mãe equivocou-se. Ela não há conhecia. Acertou pelo cavalo, não foi montada em um que surgiste em minha vida, fato.
Desde o dia que apareceste desprovida do cavalo “branco” tenho contestado a sabedoria de minha rústica mãezinha. Mas somente pela simples ignorância de não ter compreendido a metáfora.
“O que não existe é apenas o cavalo branco”.
Minha princesa é real (claro não chegaste envolta em vestes bordas a ouro e prata, ornada de penduricalhos de pedras preciosas, nem ostentava uma cora sobre a cabeça).
Mas para viver, tornar real esta fantasia é preciso dar vida ao cavalo, arrancá-lo das linhas que forma a metafórica frase.
Temo abraçar-me com a escuridão sem decifrar tão simples enigma. Só descobri-lo quão fácil quando minhas mãos não puderem mais tocá-la.
Eu queria ter coragem de despir-me da minha covardia e marchar até ela. Sentir medo, as pernas bambear, faltar-me o ar, em concomitância sentir frio e calor, os batimentos cardíacos elevarem-se, sentir a pressão cair, quase desfalecer. Mas mesmo assim olhá-la fixamente sem palavras arriscar, roubar-te num beijo.
 

Hannaell Mendes
04/01/2013 – 0h38min

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Se tivesse asas e soubesse voar, eu voaria até onde esta. Sondar-te-ia pela fresta da janela até você dormir, velaria o teu sono até o amanhecer do dia, antes que despertasse depositaria um suave beijo nos teus doces lábios e voaria sem rumo pra morrer sozinho em algum lugar distante".

             * * *

Se eu pusse lhe fazer um pedio, suplicaria para que não despertasse meu ódio... Você não suportaria!

            * * *

Difícil, não é você não poder fazer algo por quem ama! Mas sim, saber que quem você ama, não pode e nunca fará nada por você!

            * * *
Odeio essa solidão que me afaga... Tenho tantas coisas a dizer, mas renunciaria a própria voz, somente para ouvir as suas.
            * * *
 
Tem gente que perde tanto tempo alimentando o seu egoísmo que não percebem a obesidade da própria vaidade. Morrem sem saber que o amor sempre esteve ao seu lado, só esperando um olhar, um sorriso, um simples aceno para lançar-se em seus braços e transformar sua vida numa tempestade de felicidades e revertê-la após adorável tormenta numa constante bonança de prazer. Simples assim.
* * *
Observo cada passo seu.
A sua maior decepção não será a noticia do próprio suicídio pelo egoísmo latente que fervilha em suas entranhas, mas sim o assassinato lento e cruel que insiste em cometê-lo. Só não morrerei plenamente feliz por saber que ignorastes e não conseguiste fazer real a história que desenhamos juntos.
            * * *
 
É mais pratico e coerente condenar um ser justo e correto por um único erro cometido que tentar compreender as razões que o levaram ao deslize.
* * *
Muitos olhares me chamam a atenção;
Muitas bocas me encantam;
Muitos corpos me atraem;
Mas desejo apenas a sua atenção;
Beijar apenas a sua boca;
Deitar-me apenas ao teu lado.
Acariciar apenas o seu corpo;
Sentir apenas o seu cheiro;
Apenas você!
É assim que entendo o amor.
Você é o único porque que vale apena lutar e esperar...
 
Hannaell Mendes
11/12/2012 – 11h01min

sábado, 8 de dezembro de 2012

Viajante Solitário

Nesta minha curta estadia neste planeta estranho (digo isto porque não sou daqui, estou certo disso) percebi que apenas uma coisa é capaz de unir os seres “humanos”. Por mais que se fale de amor, fraternidade, caridade, solidariedade e mais o cacete. A chave do poder neste planeta primitivo não está nessas coisas, e sim numa só. Esta mesma coisa tem o poder de unir e também separar. É lamentável, mas é fato. A fragilidade das coisas e seres é visível e clara diante dos olhos de quem não se furtam a verdade. Mas a utopia é real dentro de cada ser vivente e pensante desse planeta. É preciso sonhar sim, mas enquanto acordados faz-se necessário observar cautelosamente cada movimento das coisas e seres.
João o menino de calças curtas vindo do interior, humilde não só na forma de se vestir e de falar. Comportamento reto e ilibado.  Enquanto eu o observava em sua singular trajetória neste mundo perverso, pensador que sempre foi “João”, não profetizou, apenas resumiu em poucas palavras a forma de agir, pensar e fazer da maioria dos seres deste planeta. Palavras de João: “É impossível desfrutar de um amor verdadeiro quando se detém uma fortuna, por menor que seja. É impossível se ter amor, amizades, companhias se não possuir recursos para bancá-las ou simplesmente compartilhar”.
João procurou por um amor verdadeiro, amizades sinceras, companhias agradáveis por longo tempo da sua vida. Com sua pequena fortuna procurou sempre criar ambientes agradáveis e acolhedores, capazes de proporcionar aos seres conforto e tranqüilidade para que neles pudesse brotar o que João procurava (amor, amizade, companhia). O amor não brotou, as amizades empobrecidas faliram, as companhias falsas se foram. A pequena fortuna de João, também.
João ficou triste, muito triste... Sem saber para onde ir, João saiu pelas ruas sentou-se sub uma frondosa arvore e adormeceu. Quando acordou, deparou-se com um pacote singelamente embalado para presente e um cartão com uma frase “Este é o livro da vida, encontre-se nele e conhecerás o verdadeiro amor, amizade sincera e companhias eternas”.  João faminto de respostas para suas inúmeras interrogações de forma literal, literal mesmo devorou o livro (não o comeu, devorou no sentido figurado apenas), João leu o livro. No livro encontrou diversas formas de expressão que lhe conduziram ao seguinte pensamento: “Não é a fortuna material que traz a felicidade e sim o desprendimento dela”. Um enorme sorriso prendeu-se em seus lábios, tomado por um enorme sentimento de felicidades João, pôs-se em pé e caminhou, vagou, perambulou, dias e noites a procura... João morreu ontem às 4h45min da madrugada, noite de lua nova, na esquina da Rua Esperança com a Avenida dos sonhadores. Eu não fiz nada enquanto João agonizava...
 
Hannaell Mendes
08/12/2012 – 11h13min