Utopia - "Crônicas, Contos e Poesias"
Se você não tem coragem de comentar, ou não entende o que escrevo, por favor não entre nesse blog, não leia o que escrevo, é melhor assim...
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Duplo sentido
Às “vezes” eu me distraio e cometo um erro, um equivoco, uma gafe...
Hannaell Mendes
03/04/2012 – 13h56min
Algumas pessoas às “vezes” se lembram e fazem a coisa certa.
Outras nem se importam, às “vezes” não existe: fazer merda e fuder com os outros é tão natural quanto piscar e respirar.
Hannaell Mendes
03/04/2012 – 13h56min
segunda-feira, 12 de março de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
AVE DE AGOURO
Emputecido pelas mazelas que calcam meus ombros de forma covarde e sem pudor, aprisionado na escuridão que sobrepõe o enfraquecido lampejo de minha alma, defronte a latrina sobre sua tampa abaixada vomito compulsivamente palavras sem nexos em dias vazio de paginas amareladas de uma velha agenda de anos passados, numa desesperadora tentativa de encontrar soluções para o que parece insolúvel.
Brutalmente insultado pelos fantasmas que se desenham a minha volta, formados pela fumaça do meu cigarro: os quais, mastigo suas bitucas e as dispenso ao chão em sonoras e cusparadas.
Parte ainda sã de minha mente mantém o precário funcionamento de meus órgãos. Exausto com a infrutífera busca, opto por abandonar o fétido cubículo e passear por um abandonado bosque próximo de casa.
Já em pleno passeio sentindo a brisa calma que toca meu rosto, percebi-me atraído pelo fúnebre gorjear de um estranho pássaro desconfortavelmente acomodado nos secos galhos de uma arvore sem vida. Paro a observá-lo.
Sub a arvore os restos de um banco corroído por cupins, esgueiro-me entre galhos secos de pequenos arbustos nascidos de sementes encubadas no solo ou semeadas por pássaros distraídos e brotaram devido ao longo tempo sem zelo. Sento-me nos restos de banco apodrecido bem embaixo do galho que se assenta o funesto pássaro.
Ao erguer a rosto para observá-lo, senti um violento impacto contra minha testa como se fora uma incandescente bala de fuzil atravessando minha fronte. Percebi um liquido quente, gosmento, esverdeado e fétido escorrer pela minha face. O maldito e fúnebre pássaro defecara em minha cabeça, mediante tão calorosa recepção, desisto da visitação ao abandonado bosque e volto a caminhar pelas ruas em direção minha casa, enlameado pelos dejetos da funesta ave de agouro.
Ainda sem nenhuma aparente solução, apenas a certeza de que necessito de um banho.
Hannaell Mendes
14/02/2012 – 02h25min
sábado, 7 de janeiro de 2012
“FELICIDADE”
Quando criança por volta dos sete, oito anos ainda não sabia nadar. Sonhei com uma linda menina, ela tinha o rosto parecido com o seu, a boca igual a sua, os olhos, cabelos o corpo, tudo idêntico a você.
Banhávamos num pequeno riacho, a menina olhava e sorria pra mim. Eu sempre nos lugares mais rasos, pois ainda não sabia nadar. A menina sabia, por tanto explorava águas mais profundas, por alguns instantes desviará meu olhar, pois um inseto me picará. Quando voltará para menina percebi que estava por afogar-se, de súbito mergulhei em direção a ela e como um peixe nadei, arrastei-a para margem, desfalecida deitei-a na areia, esbaforido desabotoei sua blusa, seus seios ficaram expostos; iguaizinhos os teus. Coloquei minha pequena mãozinha entre os dois e comecei a flexionar, ela não reagia, então inspirei o máximo de ar que pude armazenar em meus amiudados pulmões, encostei meus lábios nos seus e soprei forte: uma, duas, três vezes e novamente voltei a flexionar bem forte minhas mãos entre seus lindos seios. Ela recobrou os sentidos, olhou fixamente em meus olhos sorriu e me disse: “me espera!”
Acordei aos prantos com mamãe a beira de minha cama me sacudindo, interrogando-me desesperada. Eu suava e tremia muito!
Desde então roubará minha paz, todos os dias vinha em meus sonhos parava diante de mim olhava-me fixamente e perguntava: “Me espera?”
Eu simplesmente ficava olhando pra ela e admirando sua beleza impar, até que um dia tomei coragem e perguntei quem era ela, em duas palavras me respondeu – sua felicidade! Quase todas as noites ela vinha.
Quando tinha cerca dez anos a menina desaparecerá. Voltará por volta dos treze, seu sorriso e seus olhos brilhavam como nunca brilhará, uma luz há envolvia por inteiro, me olhou fixamente e disse: “estou chegando.” Tocou meus lábios com as pontas dos dedos, desfaleci e acordei em profundos soluços, agarrado ao meu travesseiro.
Logo depois de completar quatorze anos ela veio novamente e disse: “me espera já cheguei; não viaje para longe, logo iremos nos encontrar. Eu necessito que você me ajude a encontrar a mim mesma!” e desapareceu novamente. Passaram-se muitos anos de nosso tempo e a menina dos meus sonhos não mais apareceu, mas eu nunca deixei de lembrá-la, principalmente na hora de recolher-me, o toque de seus dedos nos meus lábios, toda vez que me lembrava dela era como se voltasse ao instante que me tocará.
O tempo aos passos do tempo sem contar o tempo que se espera o tempo passar, eu sempre a me lembrar da menina até ao ouvir alguém pronunciar a palavra “felicidade”. Mas ela nunca mais veio me visitar.
Passando o tempo que conta o tempo que marca às horas que faz o tempo passar. Desejei todo tempo encontrar a felicidade.
Em busca da "felicidade" passei muito tempo do meu tempo abraçando e beijando falsas felicidades. No desespero de encontra-la fui magoado e traído por diversas infelicidades, amarguei a angustia e sofri de saudades da minha felicidade. Já passado muito tempo que conta o tempo do tempo de vivencia que se diz às vezes fora do tempo alem da idade.
Num dia ensolarado e muito quente mergulhado em empilhadas de tarefas, angustiado pelo trabalho uma brisa fria quase gelada soprou-me nos ouvidos: pare! É hora de sonhar preciso lhe falar, deixei tudo por fazer fui embora era apenas duas horas da tarde, mesmo assim fui acometido de um profundo sono e fui me deitar. Tão logo adormeci a "felicidade" chegou. Que saudade daqueles olhos, aquele rosto. Sorrindo olhou-me fixamente, segurei suas mãos bem forte com medo de que fosse embora, apertou as minhas mãos, aproximou seu corpo do meu e me envolveu em um forte e extenso abraço, seus lábios tocaram os meus num beijo ardente e cheio de amor. Senti seu coração pulsando por traz de teus seios, seu corpo em chamas a me queimar. Disse-me: obrigado por me esperar, esteja pronto amanhã vamos nos encontrar.
E assim se fez no dia seguinte em meio tanta gente lá estava ela, linda como sempre, nossos olhares se cruzaram. Eu esperei, desejei tanto este dia, pensei que viria correndo para mim e saltaria em meus braços e como loucos nos amariamos. Mas eu nem peguei em suas mãos, não ficou parada diante de mim olhando fixo nos meus olhos, eu não a abracei, o seu corpo não se encostou ao meu, não beijei sua boca.
Ao tempo que não para de contar o tempo que marcam as horas do tempo que passa, fomos apresentados como estranhos.
Passeamos juntos em parques e praças, tomamos sorvetes juntos, bebemos, nos embriagamos, rimos e choramos juntos, caminhamos descalços na areia e pisamos na grama molhada dos canteiros que separas as duas vias das avenidas. Tomamos banhos de chuva e contamos estrelas numa noite nublada.
Passeamos juntos em parques e praças, tomamos sorvetes juntos, bebemos, nos embriagamos, rimos e choramos juntos, caminhamos descalços na areia e pisamos na grama molhada dos canteiros que separas as duas vias das avenidas. Tomamos banhos de chuva e contamos estrelas numa noite nublada.
O tempo que conta às horas que somam meu tempo, já esta por parar de contar o meu tempo, que o tempo concedeu-me...
Mas tenho a impressão de que ela não me reconheceu.
Hannaell Mendes
07/01/2012 – 02h23min
sábado, 31 de dezembro de 2011
Frases, só isso...
A matéria prima esta para o artesão, assim como o artesão deve estar para com ela.
Sem o segundo e ultimo o primeiro lugar não teria sentido algum.
O ouro e todas as preciosidades do mundo mineral não teriam valor algum se não houvesse o homem para vislumbrar, a cobiça e a condição para adquirir, e falta dela para apenas desejar.
O trabalho é a condição para que todos possam alcançar... Mas os vagabundos já inventaram um jeitinho de burlar...
Sou um homem sozinho, mas há muita gente comigo.
Nasci sozinho, mas logo vieram meus irmãos... Está ai uma situação que ser o primeiro, talvez, não seja tão interessante.
Desenvolvi-me solitário no ventre de mamãe, mas quanto lá fui injetado milhões de irmão seguiram comigo a grande jornada, uns competindo outros dando suporte para que eu pudesse atingir o objetivo, certamente se eu estivesse me cansado um rival ou um amigo teria completado a tarefa por mim.
A água pesa! Portanto em forma de chuva cai, mas antes porem desse processo metamorfosico experimentou o prazer de ser fumaça e em forma de nuvem flutuou pelo céu.
Eu faço coisas boas, simplesmente porque sei o quanto posso ser mau.
Gosto de rir de coisas idiotas, porque sei o quanto é amargo chorar por quem não nos dá valor.
Muitas vezes apresento-me carrancudo, só para esconder que sou apenas um menino. Outras vezes me visto de criança para disfarçar que já sou um velho.
Às vezes esqueço a data do meu aniversário na tentativa de enganar o tempo.
Eu já disse “eu te amo” de olhos abertos para testar meus sentimentos.
Eu já fingi que chorei de mentirinha para tentar conquistar um amor.
Já mandei alguém embora, desejando que ficasse.
Eu já atravessei uma rua sem olhar para os lados pra que algum carro me atropelasse.
Eu já atravessei uma rua sem olhar para os lados pra que algum carro me atropelasse.
Já passei no sinal vermelho e rezei para que nenhum guarda tivesse visto e não me multasse.
Passei dia sem comer para que outras pessoas pudessem se alimentar. Já deixei cortar a minha luz, tomei banho frio, para que quem eu amo não dormisse no escuro.
Eu me disfarço de idiota para esconder a minha inteligência.
Eu já me disfarcei de intelectual para ocultar minha falta de conhecimento.
Eu já disse a Deus que o amo, mas creio que ainda não consegui convencê-lo.
Já comi quiabo no almoço e berinjela no jantar pra não fazer feio para os anfitriões.
Se algum dia, alguém ganhar dinheiro com essas baboseiras que escrevo, talvez eu goste.
Já tomei banho de chuva...
Ainda não sai pelado caminhando pelas ruas porque me falta coragem...
Hannaell Mendes
31/12/2011 – 18h06min
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