domingo, 17 de maio de 2009

Eita, Paizinho!

O Governo Municipal não tem verba... Acorda população! (se não fosse vergonhoso eu iria fazer uma piada com isso).
O nosso excelentíssimo prefeito (Milton Mello “Tupã”), vem nos dizendo desde a sua pose que o orçamento municipal esta furado, que não há verbas para realizar investimentos em diversos setores (investimentos estes que certamente trariam benefícios à comunidade), eu Hannaell Mendes na condição de artista busco juntamente com minha classe, melhorias e investimentos no setor Cultural e Artístico da cidade. Em edições anteriores já relatei a situação atual da classe teatral que há anos esta sem qualquer investimento público nas áreas de produção, circulação, manutenção, formação, capacitação e etc. Já falei também da novela da verba de subvenção destinada a Federação Prudentina de Teatro (FPT), que o secretário e o PREFEITÃO disseram não existir porque o município esta quebrado, mas logo depois transferiu a verba para o setor de limpeza pública, não bastando assinou projeto de lei de subvenções para 2010 (que também já comentei sobre) reduzindo a possível verba da FPT em 2010 para miseráveis (cinco mil reais), alegando preocupação com a lei de responsabilidade fiscal. (LRF) Lei esta que obriga o executivo a ser cauteloso nos investimentos público, pois se estourar o orçamento pode ser condenado por improbabilidade administrativa.
Gente o que foi isso que ele acabou de fazer esta semana, e os nossos representantes na câmara (que vergonha). Quando a gente fala com eles até parece uns inocentes carneirinho, prestativos continuam como na época de campanha até parece que política é sinônimo de promessa não se cumpre. O Prefeitão (Tupã) enviou um projeto à câmara dando ao mesmo liberdade para presentear seus assessores com dinheiro público, a hora que ele quiser, e nossos vereadores, hein? Mais que depressa Sr. Isaac silva que bonito! Quem for a favor fique como esta quem for contra manifeste... Rapidinho! APROVADO.
Caros munícipes eleitores, a sua obrigação não termina ao acionar o botãozinho verde não! Vocês já fizeram as contas? Então aqui vai uma estatística pra vocês terem uma idéia. R$ 4.334,43 x sete cargos = R$ 30.341,01 x 12 meses = R$ 364.092,12 por ano x 4 anos = R$ 1.456.368,48. Isso não leva ao risco de violar LRF, não é mesmo prefeito? Vamos à outra estatística? Verba da FPT, R$ 121.000,00 por ano X 4 Anos = 484.000,00. Isso sim viola a LRF, não é prefeitão?
Povo prudentino, continue só depositando o seu votinho na urninha (bonitinha) e apertando a tecla Verdinha. E sentindo-se o máximo, no exercício do seu direito obrigatório (confuso isso, não). Direito, mas é obrigatório, apertou a tela verde, sensação de dever cumprido. Continuem fazendo isso, a passagem de ônibus também subiu. Falta salário para o seu mês, mas ta tudo bem. Política é assim, né? Não entendo, não quero entender e tenho raiva de quem entende.


Hannaell Mendes
Ator
12/05/2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Brincando de Casinha

Quero mais uma vez alertar a população Prudentina sobre as atitudes e ações dos gestores públicos de nossa cidade. O meu foco é Cultura e Arte até porque sou um artista (mas ficai-vos atentos também com outros setores). Mais uma vez o senhor secretário de Cultura (José Fábio de Souza Nougueira), juntamente com o Prefeito Municipal (Milton Carlos de Mello “Tupã”) provaram que estão brincando de casinha com a Secretaria de Cultura (SECUT). Além da ditadura com que administra a pasta, fazendo valer apenas suas vontades fechando os olhos e tapando os ouvidos para idéias criativas, consistentes e relevantes de seus assessores (diga-se alguns com vasto conhecimento e experiência no fazer teatral), transforma o espaço num ambiente semelhante a uma masmorra, esparramando aflição pelos corredores por onde passa, fazendo da SECUT uma extensão de sua casa (possivelmente!); mesmo sendo um homem de teatro provou mais uma vez que seu objetivo principal não é promover o desenvolvimento da classe teatral de Prudente, mas sim, emperra-lo o quanto puder.
No dia 04/05/2009 em reunião com os vereadores para tratarmos do assunto: sumiço da verba destinada a Federação Prudentina de Teatro (FPT), que tinha previsão para 2009 de aproximadamente R$ 130.000,00, recebemos uma noticia ainda mais cruel do que a situação hora vivenciada (acreditem se não fosse trágico, eu até faria uma piada com isso). O excelentíssimo Prefeito Municipal possivelmente orientando pelo ocupante da pasta (SECUT), mesmo sabendo das nossas necessidades e reivindicações (ignorando todos os nossos apelos) assinou no dia 30 de Abril de 2009 o projeto de lei nº 36/2009 que autoriza o Município a conceder subvenções sociais a entidades assistenciais e culturais ligadas as Secretarias: de Saúde(R$ 348.500,00), Educação(R$ 552.000,00), Cultura e Turismo(R$ 25.000,00) e Assistência Social(R$ 654.000,00). A verba destinada a FPT para 2009 que tinha a previsão já citada anteriormente e que foi usurpada (desculpe-me pela palavra), mas acredito não haver outra mais apropriada para empregar diante destas e outras atitudes deles que se dizem autoridades competentes, foi reduzida para minguados (R$ 5.000,00). Pergunto ao Sr. Fabio Nougueira e ao Sr. Milton Mello: Vocês estão de Brincadeira, não? A FPT possui hoje 11 projetos a serem desenvolvidos de grupos já consolidados por anos de trabalho, e novos grupos que estão iniciando suas atividades este ano. O mais humilde dos projetos para ser concluído tem uma previsão de gastos nada menos que R$ 8.000,00 e o mais ousado em torno de R$ 23.000,00. A verba prevista para 2009 não seria capaz de suprir a necessidade, obrigando os grupos proponentes a utilizarem de recursos próprios ou buscarem outras fontes (quais eu não sei) visto que a iniciativa privada também se mantém apática ao desenvolvimento cultural e artístico de nossa cidade. Preferem investir em produções externas com artistas de novelas, em sua maioria comédias “gratuitas” que visam apenas o riso fácil (deturpando a visão do que realmente é teatro visando apenas o entretenimento e o lucro fácil de alguns de visão estreita que se dizem produtores culturais), com shows de piadas antigas com maquiagem nova (teatro é muito mais do que isso). Fato: Quando é trazido para cá produções estrangeiras, a cidade é infestada de cartazes, panfletos, outdoor, todo tipo de mídia possível, (alguns dias atrás até avião), fica até difícil encontrar no material gráfico e vinhetas de divulgação, espaço para o nome do espetáculo de tanto patrocínios e apoios.
Os mesmos que fecham as portas em nossas caras em uma semana alegando corte de despesas, crise mundial, e tantos outros blá, blá, blás, abrem seus cofres aos estranhos na semana seguinte.
Mas voltando o foco para SECUT, o valor previsto para 2010 se dividido de forma igualitária por 11(onze, R$ 454,54545... dizima periódica), não seria suficiente nem para pagar o vale transporte de um único ator para locomover-se de sua residência até o local de ensaios no período de produção. O prefeito divulgou no seu programa de governo durante a campanha eleitoral que levaria arte e cultura há todos os cantos da cidade. Como será possível isso? Sr. Prefeito certamente não sabe o quanto custa para produzir um espetáculo, mas o seu secretário sabe muito bem, mesmo (creio) nunca ter tirado um tostão do seu bolso para produzir um espetáculo, pois dirige uma Cia. bancada por uma potente empresa da cidade, mas sabe o custo de uma produção orientá-lo a disponibilizar tão miserável quantia para a FPT, entidade de utilidade pública municipal que visa promover, fomentar, difundir, capacitar artistas, circular a produção teatral local? O que deveria ser realizado pela SECUT!
Artistas de nossa cidade, companheiros de trabalho! Acordem... Até quanto vamos viver de esmolas? Até quando vamos nos submeter há trabalhos secundários que não nos satisfaz, para sobreviver? Todos aqueles que realmente amam o que fazem (teatro), levantem-se por que artista precisa viver de arte!

Hannaell Mendes
Ator
05/05/2009

“Água e Papel Higiênico” Devemos nos alegrar?

Acompanhei nesta coluna, na semana passada, as opiniões aqui expostas por colegas de trabalho e profissão sobre a atual situação da cultura em PP. Na primeira, o ator Hannaell Mendes nos fazia um relato da situação atual dos atores e companhias de teatro, trabalhadores de PP e em PP, pedindo alguns esclarecimentos sobre o apoio da Secretaria Municipal de Cultura ao espetáculo do também ator Vicentini Gomez, que no dia seguinte respondeu ao artigo mostrando todo seu conhecimento sobre teatro, poesia e filosofia.
Pois bem, como leitora, atriz e cidadã deste município, mesmo aqui não tendo nascido (afinal “ser” prudentino não significa “estar” prudentino e vice-versa), também sinto a necessidade de expor minha opinião sobre os últimos acontecimentos. Não me prenderei a erudições, pois dela não entendo. Não tentarei ser “gente grande”, pois sendo ainda uma “menina” me concedo a oportunidade de estar em constante aprendizado.
Vamos aos fatos: como já é de conhecimento de grande parte da população, a classe teatral da cidade está mobilizada contra (entre muitos outros itens) a ausência de políticas públicas claras de incentivo ao fazer teatral no município. Peço atenção a expressão “políticas públicas”. Quando me refiro a estas, falo da responsabilidade dos órgãos gestores, neste caso, do município, em criá-las e implementá-las. Lutamos por condições de trabalho igualitárias a todos os atores culturais de nossa cidade. Não queremos ter nossos trabalhos agraciados por sermos amigos de fulano ou cicrano. Queremos que as portas estejam abertas não por conquistar a confiança através da amizade e sim, através da competência e do trabalho bem feito. Isso que digo não é apenas meu desejo, mas é compartilhado com as demais cias. de teatro consolidadas e estáveis de PP (e do interior paulista) que fazem parte da Federação Prudentina de Teatro (FPT) e para não ser injusta prefiro não citar especificamente nenhuma, mas quem esta realmente a par dos fatos sabe da qualidade dos trabalhos, projetos e premiações que as companhias de PP têm.
Ainda sobre amizades, as amizades do homem Fábio Nogueira pouco nos interessam, o que realmente nos importa são as ações do gestor Fábio Nogueira e essas, ao meu ver, não têm atendido nossas necessidades.
Lendo o artigo do amigo Vicentini, uma duvida tomou conta dos meus pensamentos: se a Cia. da Unoeste é a única estável no interior paulista, onde estão seus trabalhos atuais e por que o material de divulgação desta instituição não utiliza fotos de seus atores ao invés de usar (sem autorização) as fotografias de integrantes de outras companhias? Ficam as interrogações...
Será que estamos tão acostumados com a miséria que ao nos depararmos com conquistas tão pequenas como “água e papel higiênico” devemos nos alegrar? O Centro Cultural Matarazzo, o centro de eventos IBC e os demais locais sem dúvida são conquistas, entretanto sozinhos não fazem e nem garantem o acesso a arte.
Creio que nossa luta seja o início de uma caminhada e que daqui a 30 anos (ou quem sabe antes) os caminhos estarão abertos, não para poucos amigos, mas para todos aqueles que buscam um trabalho de qualidade.
Amigo Vicentini, “as possibilidades infinitas (?) de negociação” são reconhecidas por nós que estamos buscando efetivar nossos direitos, a única “possibilidade” que não aceitamos mais é a de negociação através da “benção de um padrinho”, seja ele público ou não.
Caro Hannaell, passei horas refletindo, tentando responder suas indagações e a única conclusão que cheguei (acredito que seja devido a ingenuidade de minha condição de “menina” que ainda não pensa como “gente grande”) é que vivemos em um país onde os órgãos públicos ainda são vistos por alguns como extensão de suas casas e são administrados como tal. Para estes as políticas públicas, que são direitos de todo e qualquer cidadão, se confundem com benfeitorias pessoais de homens “íntegros e de bom coração”.
Perdoem-me pelo desabafo. Desculpem também aqueles que esperavam mais destas linhas, mas mesmo que eu quisesse não poderia lhes dar mais, já que do outro lado destas palavras encontra-se somente uma menina tentando crescer.


Rita Lima, Profª Mestranda e atriz.

TIJOLO NÃO FAZ ARTE!

Não queria perder o meu precioso tempo, nem ocupar o espaço deste conceituado jornal para rebater críticas infundadas de quem vive no país das maravilhas.
Lamentável! Também fiquei surpreso ao abrir o jornal nesta quinta-feira. O meu texto publicado na edição de quarta-feira relata as necessidades de toda uma classe e sua luta pelo que é de direito. O texto é individual, mas minha indignação não é individualista assim como a replica do amigo que citou várias frases de efeito de grandes mestres do teatro, poetas e filósofos (bacaninha isso).
Para melhor informar o amigo que passa por aqui uma vez e outra, e quando passa se acampa sob as assas do poder. O teatro Prudentino vai muito mal sim senhor, e não é por falta de vontade e competência dos artistas não. Faça o amigo uma pesquisa! Pergunte aos demais artistas da cidade, qual a situação dos grupos e companhias? Quantos espetáculos estão sendo produzidos? Quantos vão conseguir concluir suas produções sem passar fome? Quantos a Secretaria de Cultura esta fomentando? Quantos eventos envolvendo produções teatrais locais a Secretaria realizou este ano? E não adianta por a culpa na administração passada porque quem ocupa a cadeira hoje ficou ausente apenas seis meses, o atual secretário já ficou tempo suficiente no poder para fazer mais do que prédios; poderia muito bem entre um vergalhão e um tijolo ter implantado um projeto de desenvolvimento cultural sério e sustentável que valorizasse o homem e sua arte como um todo, já que se diz ser um homem do teatro e tão excelente articulador!
Luto pelo bem estar e progresso de um coletivo no presente e sua geração futura, meus olhos estão voltados para a arte, o ser, o humano e não para o aço e o concreto até por que “tijolo não faz arte”.
Prédios. Amigos do peito. Trocas de favores. Utilização do poder para benefícios particulares. Paga de favores recebidos com a logomarca de um órgão público! (legal se não fosse imoral). Não quero um secretario que seja meu amigo do peito e faça barganhas para atingir os seus e os meus objetivos particulares, quero um Secretario que cumpra o seu papel, que valorize a arte, invista na produção, na capacitação, na formação do artista, na difusão, na formação de um público constante, consciente e participativo.
Posso ser apenas um menino, apesar de saber que no seu texto não se emprega o verdadeiro sentido da palavra, não é mesmo? (obrigado só tenho 38 anos).
O que me espanta é ver um artista que se diz ser tão culto, com um currículo tão extenso, fazer tantas citações maravilhosas, curvar-se diante do poder e vender-se por tão pouco. Você nem é mais daqui VICENTINE GOMES, fica quieto, vai!
“O verdadeiro artista somente se curva diante de seu público para agradecer”


Hannaell Mendes
Ator
01-05-2009

Falta de Dialogo

A falta de dialogo com o poder publico, mobilizou no ultimo dia 16 de Abril de 2009, a classe teatral a realizar uma manifestação de protesto contra o não repasse da verba destinada a Federação Prudentina de Teatro (FPT), a ausência de políticas publicas claras de fomento, incentivo, manutenção, circulação de espetáculos teatrais, formação de platéia e outras; fato registrado por toda a mídia de Presidente Prudente. Nesta ocasião o secretário confessou publicamente que a verba da FPT foi repassada para a coleta de lixo, porém em reuniões anteriores o Secretário havia informado que não poderia repassar tal verba por que estava apenas prevista na lei e no orçamento, mas o dinheiro realmente não existia nos cofres publico. Mas digam-me como remanejar algo que não existe? Então posso concluir que de fato a má vontade esta realmente estabelecida, o Senhor Secretario não repassou a verba destina a FPT simplesmente por capricho.
Hoje dia 25 de Abril caminhando pelos corredores do Centro Cultural Matarazzo (CCM), deparei-me com um cartaz anunciando a vinda de um espetáculo a Presidente Prudente nos próximos dias 01 e 02 de Maio de 2009. No elenco um ator, diretor e cineasta conhecido e premiado nacionalmente e internacionalmente, espetáculo dirigido por um outro Diretor de primeira linha, também conhecido dentro e fora do país. Até então tudo bem, tenho o prazer de conhecer estes dois profissionais pessoalmente, e com toda certeza os estimo muito e sei quão valoroso e primoroso o trabalho destes artistas (diga-se, de passagem um ótimo espetáculo, há 12 anos em cartaz).
Mas o que me deixou indignado foi ver estampado no cartaz que anuncia a vinda do espetáculo, a logomarca da Secretaria Municipal de Cultura como PATROCINADOR. Era só isso... Será que alguém conseguiria me explicar? Já que o secretario diz que não tem dinheiro nem pra comprar papel higiênico para colocar nos banheiros do CCM.
Dia 19 de Abril domingo não havia papel higiênico nos banheiros do CCM, eu estava ensaiando lá... Foi dureza!

Hannaell Mendes
25/04/2009 – Presidente Prudente

O Teatro Prudentino Esta na Forca!

OPINIÃO

Aos interessados e desinteressados: políticos, politiqueiros, produtores culturais, empresários, responsáveis por órgãos públicos (que deveriam por obrigação, apoiar, fomentar e difundir arte e cultura em presidente pudente).
Durante a ultima campanha eleitoral observei cautelosamente o discurso de todos os candidatos aos cargos legislativo e executivo de Presidente Prudente. Discursos contagiantes ecoaram por todos os cantos de nossa cidade. Ouvi muitos candidatos (agora já empossados) dizer que nossa cidade era carente disso, daquilo e mais um outro tanto de coisas, e ainda hoje já no (exercício do poder que lhes foram atribuídos), continuam com seus discursos, vagos e demagógicos “Carência, carência e mais Carência” apenas discursos. Estamos carentes sim... De emprego, saúde, educação, bem estar social, segurança pública, (Cultura e Arte), e mais um outro tanto de coisas, mas estamos carentes também de políticos de verdade, compromissados com a população e todas as suas necessidades. No período de divulgação eleitoral, de minha autoria e apoiado por diversos artistas que com suas forças já exauridas fazem o teatro acontecer em nossa cidade, encaminhei a todos os candidatos um oficio e um manifesto apresentando parte das necessidades da classe teatral. O documento solicitava, além de “Democratização efetiva do acesso à cultura, abertura dos espaços físicos existente de forma prática e sem burocracias, políticas publicas sérias de incentivo à cultura, capazes de fomentar, apoiar, divulgar a produção local de espetáculos, oferecendo oportunidade dos artistas independentes, grupos e companhias ampliar suas capacidades de produzir bem, mais e melhor, formação de platéia e conscientização da iniciativa privada em apoiar e investir em arte e cultura” o direito de opinar sobre o nome indicado a Secretaria de Cultura dada sua máxima importância. Porém acredito que o prefeito eleito caminhando no sentido contrário já havia tomando sua decisão “solitária e individual” antes mesmo de tornar-se candidato.
O teatro de prudentino esta na forca! Desde 2006, ano em que iniciei meu trabalho efetivo com teatro em Presidente Prudente venho observando a evolução da qualidade e a potencialidade do fazer teatral dos nossos artistas (autores, diretores, atores e todas outras funções necessárias para um espetáculo acontecer), que a duras penas vem fazendo um trabalho primoroso, levando o nome de Prudente a outros cantos do País. Porque forca?!... Por que enquanto isso o poder público e a iniciativa privada de nossa cidade, mantém-se de olhos vendados para produção teatral local. Iniciativa Privada: Quando é trazido de fora espetáculo com artistas de novelas, em sua maioria comédias “gratuitas” que visam apenas o riso fácil, com piadas antigas de maquiagem nova, a cidade é infestada de cartazes, panfletos, outdoor, todo tipo de mídia possível, (nos últimos dias até avião), fica ate difícil encontrar no material gráfico, vinhetas de divulgação espaço para o nome do espetáculo de tanto patrocino e apoios. Os mesmos que fecham as portas em nossas caras em uma semana alegando corte de despesas abrem seus cofres aos estranhos na semana seguinte. Do outro lado da história a Secretaria de Cultura orgulha-se em promover um dos maiores festivais de teatro do país, contratam “a peso de ouro” espetáculo de todos os cantos do país, e à produção local com muita má vontade é oferecido as migalhas que restaram e ainda como se não bastasse somos obrigados a apresentar nossos trabalhos em locais inadequados e até mesmo despidos de aparelhamentos técnicos necessários para execução do trabalho, sobre a alegação de que artista tem que se adaptar a qualquer ambiente. Somos artistas, não somos camaleões!!!
No ano de 2008 foi aprovada pela câmara municipal a Lei nº. 6.776/2008 que declara a Federação Prudentina de Teatro de utilidade pública e inclui no orçamento municipal uma verba destinada à produção teatral de aproximadamente a R$ 130.000,00 (Cento e trinta mil reais) que deveria ter sido liberada em janeiro de deste ano, visto que as produções locais iniciam-se no primeiro mês do ano com programação de estréia dos novos espetáculos para meados de maio e até o momento, o dialogo com o poder publico esta estacionado. O Secretário de Cultura e o ilustre Prefeito em seus discursos, dizem valorizar a arte e a cultura, mas infelizmente as palavras de seus discursos, perdem-se ao vento, a maioria das companhias e grupos de teatro não puderam iniciar seus trabalhos, e os que se aventuraram, estão sem norte. Estamos prestes a perder o prazo de inscrições nos festivais que ocorrem no segundo trimestre, mapa Cultural Paulista, mostra prudentina de teatro e até de participar do FENTEPP. Será que é isso que eles querem? Parece que sim porque a verba garantida pela lei citada acima, foi remanejada para pagar coleta de lixo. Então vejamos: “O dinheiro do teatro literalmente foi para o lixo”. E agora o teatro esta na Forca! Quem vai chutar o caixote? O Prefeito ou o Secretário?

Hannaell Mendes
13/04/2009 – Presidente Prudente