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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO!

Um anjo negro desceu do ceu montado num cavalo de fogo e uma espada nas mãos. Desceram la na montanha numa grande esplosão, levantando extensa cortina de fumaça, causando uma enorme erosão.
Embrenharam-se na mata!
Enquanto caminhava pela floresta arrastando sua espada o anjo malvado retalhava seu coração, a espada flamejante queimava as folhagem pelo chão. O seu cavalo em chamas sugava as aguas do ribeirão...
Foi uma puta confusão...
As arvores queimaram todas, viraram carvão.
Os indios gritando, correndo pelados com suas tangas nas mãos.
Foi um sururu dos diabos, as forças armadas foram chamadas, chamaram também o bope, mas eles não puderam ajudar estavam instando uma nova UPP na favela da rocinha. A Dilma ficou puta com a situação, demitiu seis ministros acusados de corrupção (so de vinganca são todos inocentes). O sarney ficou indignado e começou a gritar – assim não pode, assim não da, po, Lula – Para de me imitar. Caramba essa porra apagou de novo, Fernandinho, Fernadinhooooo, passa os fosforos. O bicho lerdo so empata. Palmeiiiiiras, sem libertadores, o São Paulo também. E o ano que vem tem eleições para Prefeitos e “Deputados” municipais, salve gente boa, é nois mano.
Que legal, viva a arte e cultura do nosso Brasil, esse caras sabem...
Eu voto, tu votas, ..., eles... PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO!



Hannaell Mendes
17/11/2011 – 13h30min

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Apenas isso!

Não importa por qual lado vai lutar (o bem ou o mal),
as dores, os sofrimentos que causar,
as lagrimas, o sangue que jorrar,
vai manchar suas vestes, impregnar na sua pele,
inundar sua carne, invadir suas veias,
e seras condenado para sempre.
Fui recrutado por ambos os lados,
e a causa sempre foi justa,
segurei firme minha espada nas mãos.
Para promover a paz, participei da guerra,
para dar a alegria, provoquei a dor.
para salvar vidas, ceifei vidas.
Hoje a dor é so minha,
os sofrimentos são somente os meus,
as lagrimas são apenas as minhas,
o sangue, o sangue,
que corre em minhas veias,
alimenta meu corpo, não é puro,
não é so meu, esta imprignado com o sangue das dores,
dos sofrimentos, das lagrimas, o sangue das guerras.
É este sangue condenado que ainda me faz pulsar no peito,
um coração revolto e magoado,
latejando dentro de uma vida vegetil...

Hoje sou apenas isso!


Hannaell Mendes
16/11/2011 - 14h11min

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

É foda!

Certa vez enquanto João caminhava por um trilho estreito, cheio de pedras, espinhos e lama, vomitando suas angustias, recitando versos de camões, augustos dos anjos, clarice lispector e nelson rodrigues, vertendo rios de lágrima e solucos em trovoadas, ao topar com o dedo menor de seu pé esquerdo em uma pedra desequilobrou-se e caiu, apoiando uma das mãos sobre um pontiagudo espinho, bradou: - caralho!!!


Respirou fundo levantou-se, sua mão sangrava, seu dedo latejava e todo pé já havia inchado. Observou tudo calmamente e murmurou é foda, o que sera que teria dito num momento tão peculiar como este, camões, augustos dos anjos, clarice lispector ou nelson rodrigues? Olhando a sua direita percebeu um riacho que corria mansamente, aproximou-se lavou os ferimentos e observou seu sangue misturar-se as aguas cristalinas.

Em estado inanimado ali permaceu por longo tempo, observado a vida que pulsava as margens do riacho, o silencio que permitia contemplar cada ação dos habitantes daquele lugar, sem se misturar. Apenas seu sangue misturou-se as aguas e disolveu-se por inteiro. Ergueu-se de subto para partir, a três passos parou e olhou para traz, viu emergir-se das aguas figura outrora jamais vista, aparentando idade avancada cabelos longos e grizalhos, barba ao mesmo tom, corpo nu e forte, emergiu somente até a cintura, duas únicas palavras proferiu e desapareu nas aguas cristalinas do riacho, Caralho! Dirião caralho.



Hannaell Mendes
05/11/2011 – 15h32min

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Garçom, mais uma...

Uma garrafa sobre a mesa, praticamente vazia.
Rotulo Bhrama!
Um copo ainda cheio.
Na comanda dois quadradinhos com um X ao centro!
Do outro lado da avenida, Chevrolet preto estacionando...
Cútis clara...
Salto alto, meia arrastão preta, shorts jeans lavado também preto, blusa preta.
Batom exageradamente vermelho realçando os lábios.
-- Esperando por alguém?
Sim!
Quer dizer, não!
Bem na verdade sim... Éhh
Você...
Importa-se de me fazer companhia?
Ah! O lugar esta vago...
Se quiser pode sentar-se...
Bebe comigo?
Garçom mais um copo...
Mais outra...
O liquido amarelado salta da garrafa para copo.
Pequeno colarinho branco se forma...
Com licença preciso ir ao banheiro...
Demorei?
O banheiro esta alagado!
Minhas sandálias agora estão molhadas...
Poxa você nem tocou na sua bebida...
Garçom mais uma!
O liquido amarelado salta da garrafa para copo.
Pequeno colarinho branco se forma...
Novos quadradinhos com X ao centro surgem na comanda.
Minhas pernas já não respondem mais aos meus comandos...
Os quadradinhos na comanda continuam aumentando!
Chevrolet preto, Cútis clara...
Salto alto, meia arrastão, shorts jeans lavado também preto, blusa preta.
Batom exageradamente vermelho realçando os lábios.
Ignição acionada, atrito: pneus contra o asfalto, cheiro de borracha queimada...
Garçom mais uma!
O liquido amarelado salta da garrafa para copo.
Pequeno colarinho branco se forma...
Novos quadradinhos com X ao centro surgem na comanda.


Hannaell Mendes
07/09/2011 - 02h48mim

Oi!!!

Outro dia entrei em um boteco e pedi uma cerveja...
Cinco vezes para cinco garçons diferentes...
Acredito que para alguns deles mais de uma vez...
Ninguém me atendeu!
Levantei-me indignado e sai.
Chegando em casa saudei meu amor que na sala via TV.
Parece que ela não me notou!
Fui direto para o quarto deitei-me e dormi.
Levantei-me no dia seguinte eufórico...
Fiz muito barulho ao despertar!
Ninguém na casa acordou.
Desde então...
Meus amigos não me convidam mais para sair...
Mas falam de mim quando estão juntos!
No trabalho meus colegas não me ouvem mais...
Minhas idéias e sugestões são simplesmente ignoradas!
Minha filha há meses não vem me visitar, nem telefona mais.
Sexo: Já faz muito tempo...
Será que eu morri?

Hannaell Mendes
07/09/2011 - 02h18mim

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Auto-Ajuda

      Se neste momento você esta magoado, revoltado ou até mesmo vertendo lágrimas porque alguém te feriu; fisicamente, moralmente, sentimentalmente... Foda-se lá mais o que!
      Enxugue as lágrimas, engole o choro, tá frio mas tome um banho e vá ao teatro, cinema, shopping, um boteco, sei lá encontre alguma coisa pra fazer... Mas não vai encher a cara. Bom se quiser tomar um porre também problema seu, mas não vai dirigir os outros num tem nada a ver com seus problemas. Depois disso volte para casa e durma, amanha será um novo dia e máximo que você poderá fazer para sentir-se mais digno é perdoar quem te fez sofrer.
      Entenda que as pessoas são assim, quanto mais você ama menos elas te valoriza, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.



Hannaell Mendes
04/07/2011 - 17h49min

domingo, 12 de junho de 2011

NOITE

Queria ver escapar um sorriso dos teus lábios,
tomá-la nos braços como uma criança e girar abraçados,
girar, girar até cair no solo, seja ele gramado,
pura terra seca ou molhada.
Continuar rindo e rolando no chão.
Buscando um ao outro até nos fundir em um só ser.
Beijar sua boca com gosto de grama, terra seca ou de lama.
De lábios colados deixar a água escorrer por nossos corpos
levando para o ralo toda terra, lama e os fiapos de grama.
Secar-lhe cuidadosamente, levá-la nos braços até a cama,
deitar-me ao seu lado e te fazer um carinho,
tocar seus lábios com a ponta dos dedos,
maliciosamente descansar minhas mãos sobre seus seios.
TIC-TAC!
Passei do ponto,
Meu rosto, meu corpo,
Envelheceu antes do seu!

10/06/2011 – 01h33min


A morte surda caminha ao meu lado
e eu não sei em que momento ela vai me beijar...
Só tenho uma certeza, não quero conhecê-la sem antes te amar.
Nem que seja uma única vez.
A meia luz ao som de um violino ou num silencio profundo,
apenas a sinfonia de nossos corpos a se tocarem,
demoradamente sem contar o tempo passando.

10/06/2011 – 01h45min


Não tenho praticamente nada.
Poderia não ter nada.
Na verdade não quero ter nada.
Quero apenas ser seu!

10/06/2011 – 01h49min


Mente embaralhada,
Pensamentos desorganizados.
Embriagado de sono.
Em meu quarto frio vomitando palavras,
assistindo passivamente meu coração sangrar.

10/06/2011 – 01h54min


Vez parece tão utópica a forma com que flui a vida.
Vivo rodeado de pessoas e mais das vezes percebo-me isolado.
A comunicabilidade se processa de forma tão mórbida que parece
ser apenas um amontoado de símbolos e sons sem nexos,
indecifráveis!
O vazio torna-se cada vez mais intenso.

10/06/2011 – 02h48min


Hannaell Mendes