Encarcerado, agonizando,
algemado a quatro patas como uma fera voraz,
jogada num canto da câmara carcerária.
Meus gritos não ecoam mais,
meus gemidos nem mesmo eu posso ouvi-los.
Ouço passos em minha direção, cada vez mais fortes,
mais próximos...
Abandonado entre ratos e baratas,
dejetos e larvas que teimam em devorar minha carne
antes mesmo de meu coração parar de bater.
Os passos ficaram mais fortes e mais lentos.
Em meio à escuridão um minúsculo foco de luz toma forma,
começa expandir-se vagarosamente.
Em concomitância ouço sinos a dobrar.
Anjos a cantar.
Cessam os sinos!
Calam-se os anjos!
O pequeno foco já em sua forma,
adornado por uma resplandecente coroa, Brada!
- Sou o primeiro, causa única de todas as coisas.
- Consciência plena de tudo que há.
- Verdadeiro em toda sua plenitude.
- Além de mim não há mais ninguém.
- Vim a sua presença porque clamastes por mim.
Embriagado por aquela luz invasora que me queimava os olhos respondi:
Porque demorastes tanto?
Agora não careço mais de ti.
Brincalhão!
Vai-te!
Deixe-me aqui os vermes tem fome!
Hannaell Mendes
15/11/2010 – 00h33min
Acessos
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Paginas em Branco
Na lembrança um vazio imenso,
um passado distante.
A busca no presente,
o inconsciente incessante,
o interesse constante de encontrar!
“EU”.
Em disparada repete-se na minha mente fleches do passado.
Fleches!...
Fleches mesmo...
Somente um clarão,
seguido de uma pesada e negra escuridão.
Paginas em branco de um grande livro aberto ao vento.
Paginas!
Paginas de um livro em branco...
Paginas de uma história vazia...
História que o tempo apagou...
História que talvez nunca existiu...
O presente em busca de respostas,
de uma história sem história,
escrita num misterioso livro de paginas em branco.
Hannaell Mendes
um passado distante.
A busca no presente,
o inconsciente incessante,
o interesse constante de encontrar!
“EU”.
Em disparada repete-se na minha mente fleches do passado.
Fleches!...
Fleches mesmo...
Somente um clarão,
seguido de uma pesada e negra escuridão.
Paginas em branco de um grande livro aberto ao vento.
Paginas!
Paginas de um livro em branco...
Paginas de uma história vazia...
História que o tempo apagou...
História que talvez nunca existiu...
O presente em busca de respostas,
de uma história sem história,
escrita num misterioso livro de paginas em branco.
Hannaell Mendes
03/12/2003
Anjo
Uma flecha de luz,
rompe a escuridão.
Atravessa meu peito,
rasga meu coração!
Sinto-me adormecer,
meus olhos se fecham,
meu corpo cai ao chão!
Eu não quero ir,
mas não tenho opção!
Sinto o anjo negro
puxando-me pelas mãos...
Hannaell Mendes
17/06/2000
rompe a escuridão.
Atravessa meu peito,
rasga meu coração!
Sinto-me adormecer,
meus olhos se fecham,
meu corpo cai ao chão!
Eu não quero ir,
mas não tenho opção!
Sinto o anjo negro
puxando-me pelas mãos...
Hannaell Mendes
17/06/2000
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
FESTA
Sangrando!
Risos e gargalhadas ao fundo,
são como punhaladas em meu peito.
A música que toca violenta meus ouvidos
sem nenhum pudor, nem piedade.
A angústia, cara a cara me sufoca com seu olhar sarcástico.
Em minha mente para amenizar a dor,
tento criar uma história que seja linda.
Mas a fragilidade do enredo, a música, os risos a angústia
finaliza-a mesmo antes de terminar a primeira frase.
- Tempo!!!
A música cessa.
Apenas vozes entre breves espasmos de silêncio.
Porem ambos armados golpeia meu peito.
Não há mais sangue em minhas veias.
- Tempo!!!
As vozes também se vão.
Mas o silêncio impiedoso continua a golpear.
Tento criar outras histórias,
mas todas morrem antes mesmo da primeira frase.
Em minha mente se forma apenas um,
emaranhado de frases incompletas a espera de uma história.
Mas hoje eu não consigo contar história alguma.
Acendo mais um cigarro e morro mais uma vez,
sozinho na escuridão do meu quarto.
Hannaell Mendes
11/10/2010 – 02h38min
Risos e gargalhadas ao fundo,
são como punhaladas em meu peito.
A música que toca violenta meus ouvidos
sem nenhum pudor, nem piedade.
A angústia, cara a cara me sufoca com seu olhar sarcástico.
Em minha mente para amenizar a dor,
tento criar uma história que seja linda.
Mas a fragilidade do enredo, a música, os risos a angústia
finaliza-a mesmo antes de terminar a primeira frase.
- Tempo!!!
A música cessa.
Apenas vozes entre breves espasmos de silêncio.
Porem ambos armados golpeia meu peito.
Não há mais sangue em minhas veias.
- Tempo!!!
As vozes também se vão.
Mas o silêncio impiedoso continua a golpear.
Tento criar outras histórias,
mas todas morrem antes mesmo da primeira frase.
Em minha mente se forma apenas um,
emaranhado de frases incompletas a espera de uma história.
Mas hoje eu não consigo contar história alguma.
Acendo mais um cigarro e morro mais uma vez,
sozinho na escuridão do meu quarto.
Hannaell Mendes
11/10/2010 – 02h38min
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Noites
No meu quarto escuro...
A fumaça do meu cigarro em caracol,
Toma forma de fantasmas...
No rádio toca uma musica de amor.
No meu peito bate um coração dolorido.
Uma lágrima insiste em molhar minha face.
Na minha mente teu nome ecoa sem parar,
Como uma musica no repetir...
Num gemido involuntário,
Sufoco o grito de “EU TE AMO”.
Hannaell Mendes
30/08/2010 – 23h30min
A fumaça do meu cigarro em caracol,
Toma forma de fantasmas...
No rádio toca uma musica de amor.
No meu peito bate um coração dolorido.
Uma lágrima insiste em molhar minha face.
Na minha mente teu nome ecoa sem parar,
Como uma musica no repetir...
Num gemido involuntário,
Sufoco o grito de “EU TE AMO”.
Hannaell Mendes
30/08/2010 – 23h30min
Seis, Nove, Doze...
Entorpecido pelo álcool...
Gole a gole injetado na minha corrente sanguínea.
Embriagado pela fumaça do cigarro...
Que queima entre meus dedos.
Aspirada pelas minhas narinas,
Entre um trago e outro.
Enquanto bate no peito, meu coração dilacerado.
Rindo entre outros segurando nas mãos...
Cartas marcadas de um jogo melancólico,
Ocultando minha dor, impedindo as lagrimas,
Que de meus olhos querem saltar.
Num grito mudo que ecoa, dentro de mim,
Desejando a ausente presença de quem amo...
Dá-se inicio a mais uma partida, deste jogo,
Que já não mais importa, ganhar ou perder...
Hannaell Mendes
29/08/2010 – 17h20min
Gole a gole injetado na minha corrente sanguínea.
Embriagado pela fumaça do cigarro...
Que queima entre meus dedos.
Aspirada pelas minhas narinas,
Entre um trago e outro.
Enquanto bate no peito, meu coração dilacerado.
Rindo entre outros segurando nas mãos...
Cartas marcadas de um jogo melancólico,
Ocultando minha dor, impedindo as lagrimas,
Que de meus olhos querem saltar.
Num grito mudo que ecoa, dentro de mim,
Desejando a ausente presença de quem amo...
Dá-se inicio a mais uma partida, deste jogo,
Que já não mais importa, ganhar ou perder...
Hannaell Mendes
29/08/2010 – 17h20min
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Veneza
Tudo começou no parapeito...
No alto de um arranha-céu enquanto observava as luzes da grande cidade com sua dança magistral.
Luzes coloridas, muitas luzes de todas as cores e tamanhos.
O olhar noturno lá do alto é algo deveras inspirador.
Enquanto devaneava em pensamentos líricos e até mesmo fugazes a noite se rompeu como num piscar de olhos.
O sol invasivo rasgou o céu e as luzes coloridas se foram.
Já em terra firme a caminhar pelas ruas ainda um tanto embriagado, misturado ao frenético vai e vem dos habitantes da cidade colorida, agora dominada pela invasão dos potentes raios do invasivo sol a pino.
Letreiros pendurados, fachadas, informações, setas, sinais, porem nada compreensivo.
As pessoas se comunicam em um dialeto diferente, parece ser Libanês!
Não, não é possível deve ser japonês, talvez polonês.
Bem... Que seja!
Não havia nada a fazer a não ser caminhar e aguardar a noite chegar.
Mas não seria necessário também se comunicar?
Alias que bom seria!
Não!
Melhor esperar mais uma noite.
Amanhã talvez!
Quem sabe mais uma noite no parapeito, as luzes, a cidade, o sol invadindo a noite anunciando o amanhecer de mais um dia traga alguma inspiração.
Talvez!
Um dia alguém disse em bom português que em Veneza falava-se Inglês...
Ou será italiano?
Espanhol, talvez!
Hannaell Mendes
12/09/2010 – 12h40min
No alto de um arranha-céu enquanto observava as luzes da grande cidade com sua dança magistral.
Luzes coloridas, muitas luzes de todas as cores e tamanhos.
O olhar noturno lá do alto é algo deveras inspirador.
Enquanto devaneava em pensamentos líricos e até mesmo fugazes a noite se rompeu como num piscar de olhos.
O sol invasivo rasgou o céu e as luzes coloridas se foram.
Já em terra firme a caminhar pelas ruas ainda um tanto embriagado, misturado ao frenético vai e vem dos habitantes da cidade colorida, agora dominada pela invasão dos potentes raios do invasivo sol a pino.
Letreiros pendurados, fachadas, informações, setas, sinais, porem nada compreensivo.
As pessoas se comunicam em um dialeto diferente, parece ser Libanês!
Não, não é possível deve ser japonês, talvez polonês.
Bem... Que seja!
Não havia nada a fazer a não ser caminhar e aguardar a noite chegar.
Mas não seria necessário também se comunicar?
Alias que bom seria!
Não!
Melhor esperar mais uma noite.
Amanhã talvez!
Quem sabe mais uma noite no parapeito, as luzes, a cidade, o sol invadindo a noite anunciando o amanhecer de mais um dia traga alguma inspiração.
Talvez!
Um dia alguém disse em bom português que em Veneza falava-se Inglês...
Ou será italiano?
Espanhol, talvez!
Hannaell Mendes
12/09/2010 – 12h40min
Assinar:
Postagens (Atom)