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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Se tivesse asas e soubesse voar, eu voaria até onde esta. Sondar-te-ia pela fresta da janela até você dormir, velaria o teu sono até o amanhecer do dia, antes que despertasse depositaria um suave beijo nos teus doces lábios e voaria sem rumo pra morrer sozinho em algum lugar distante".

             * * *

Se eu pusse lhe fazer um pedio, suplicaria para que não despertasse meu ódio... Você não suportaria!

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Difícil, não é você não poder fazer algo por quem ama! Mas sim, saber que quem você ama, não pode e nunca fará nada por você!

            * * *
Odeio essa solidão que me afaga... Tenho tantas coisas a dizer, mas renunciaria a própria voz, somente para ouvir as suas.
            * * *
 
Tem gente que perde tanto tempo alimentando o seu egoísmo que não percebem a obesidade da própria vaidade. Morrem sem saber que o amor sempre esteve ao seu lado, só esperando um olhar, um sorriso, um simples aceno para lançar-se em seus braços e transformar sua vida numa tempestade de felicidades e revertê-la após adorável tormenta numa constante bonança de prazer. Simples assim.
* * *
Observo cada passo seu.
A sua maior decepção não será a noticia do próprio suicídio pelo egoísmo latente que fervilha em suas entranhas, mas sim o assassinato lento e cruel que insiste em cometê-lo. Só não morrerei plenamente feliz por saber que ignorastes e não conseguiste fazer real a história que desenhamos juntos.
            * * *
 
É mais pratico e coerente condenar um ser justo e correto por um único erro cometido que tentar compreender as razões que o levaram ao deslize.
* * *
Muitos olhares me chamam a atenção;
Muitas bocas me encantam;
Muitos corpos me atraem;
Mas desejo apenas a sua atenção;
Beijar apenas a sua boca;
Deitar-me apenas ao teu lado.
Acariciar apenas o seu corpo;
Sentir apenas o seu cheiro;
Apenas você!
É assim que entendo o amor.
Você é o único porque que vale apena lutar e esperar...
 
Hannaell Mendes
11/12/2012 – 11h01min

sábado, 8 de dezembro de 2012

Viajante Solitário

Nesta minha curta estadia neste planeta estranho (digo isto porque não sou daqui, estou certo disso) percebi que apenas uma coisa é capaz de unir os seres “humanos”. Por mais que se fale de amor, fraternidade, caridade, solidariedade e mais o cacete. A chave do poder neste planeta primitivo não está nessas coisas, e sim numa só. Esta mesma coisa tem o poder de unir e também separar. É lamentável, mas é fato. A fragilidade das coisas e seres é visível e clara diante dos olhos de quem não se furtam a verdade. Mas a utopia é real dentro de cada ser vivente e pensante desse planeta. É preciso sonhar sim, mas enquanto acordados faz-se necessário observar cautelosamente cada movimento das coisas e seres.
João o menino de calças curtas vindo do interior, humilde não só na forma de se vestir e de falar. Comportamento reto e ilibado.  Enquanto eu o observava em sua singular trajetória neste mundo perverso, pensador que sempre foi “João”, não profetizou, apenas resumiu em poucas palavras a forma de agir, pensar e fazer da maioria dos seres deste planeta. Palavras de João: “É impossível desfrutar de um amor verdadeiro quando se detém uma fortuna, por menor que seja. É impossível se ter amor, amizades, companhias se não possuir recursos para bancá-las ou simplesmente compartilhar”.
João procurou por um amor verdadeiro, amizades sinceras, companhias agradáveis por longo tempo da sua vida. Com sua pequena fortuna procurou sempre criar ambientes agradáveis e acolhedores, capazes de proporcionar aos seres conforto e tranqüilidade para que neles pudesse brotar o que João procurava (amor, amizade, companhia). O amor não brotou, as amizades empobrecidas faliram, as companhias falsas se foram. A pequena fortuna de João, também.
João ficou triste, muito triste... Sem saber para onde ir, João saiu pelas ruas sentou-se sub uma frondosa arvore e adormeceu. Quando acordou, deparou-se com um pacote singelamente embalado para presente e um cartão com uma frase “Este é o livro da vida, encontre-se nele e conhecerás o verdadeiro amor, amizade sincera e companhias eternas”.  João faminto de respostas para suas inúmeras interrogações de forma literal, literal mesmo devorou o livro (não o comeu, devorou no sentido figurado apenas), João leu o livro. No livro encontrou diversas formas de expressão que lhe conduziram ao seguinte pensamento: “Não é a fortuna material que traz a felicidade e sim o desprendimento dela”. Um enorme sorriso prendeu-se em seus lábios, tomado por um enorme sentimento de felicidades João, pôs-se em pé e caminhou, vagou, perambulou, dias e noites a procura... João morreu ontem às 4h45min da madrugada, noite de lua nova, na esquina da Rua Esperança com a Avenida dos sonhadores. Eu não fiz nada enquanto João agonizava...
 
Hannaell Mendes
08/12/2012 – 11h13min

sábado, 24 de novembro de 2012

HIPER EGO (NARCISISMO)

          Entrincheirado num dialogo um tanto vazio, talvez até mesmo pueril.
          Um lampejo de sabedoria ou de puro egocentrismo. Para alguns um estúpido ataque de narcisismo.
          Letras soltas em desalinho começaram a saltar de minha mente para ponta de meus dedos que passaram teclá-las em um ritmo ora descompassado, ora continuamente e acelerado, formando palavras que logo deram origem ao seguinte solilóquio:
- Permita-me demonstrar o que posso fazer com uma coisinha simples...
          Posso fazer um sorriso transformar-se em uma gargalhada.
          Uma gargalhada transformar-se em profundos soluços carregados de amargas lagrimas.
          A dor, a tristeza, a agonia e o ódio; Posso transformá-los em momentos de intenso amor e prazer.
          A solidão e a lembrança transformá-las em uma eterna saudade gostosa de sentir, ou uma amarga e dolorosa ausência, difícil de suportar.
Hannaell Mendes
23/11/2012 – 23h38min

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CARENCIA

Hoje só queria um par de olhos para olhar fixamente!
Uma boca para roubar centenas beijos!
Encarcerado em meu quarto,
um corpo quente para me fazer suar...
Exaustos e suados, dormirmos abraçados...
de conchinha, acariciando teus seios.
 
Hannaell Mendes
19/11/2012 – 18h9min

sábado, 17 de novembro de 2012

360º

Se eu pudesse neste momento girar 180º e retornar mesmo que lentamente desconstruindo tudo até algum ponto confortável no passado. Mesmo que esse ponto longínquo fosse o útero materno, poder respirar fundo girar novamente mais 180º e começar a construir tudo novamente, é o que eu faria.

Antes de aprender a falar pudesse escolher a primeira frase a dizer, escolheria estas duas bem parecidas: “Eu amo você mamãe” “Eu amo você papai”.
Eis ai que surgiria o meu primeiro dilema, qual seqüência pronunciá-las?

Certamente esperaria a oportunidade de tê-los juntos durante um banho ou uma troca de fraudas(sei lá alguma coisa que os pais costumam fazer juntos com seus bebês), compartilhando a criação, então fitari-os nos olhos e diria: “Eu amo vocês”. Concretizando este feito estou certo que daí em diante estaria livre para reconstruir tudo que houvera construído de forma tão frágil e agraciado com a oportunidade única de desconstrução para uma nova construção. Faria tudo com mais esmero e atenção.

Seria muito mais filho,
muito mais irmão,
muito mais neto,
muito mais sobrinho,
muito mais primo,
muito mais amigo,
muito mais namorado,
muito mais noivo,
muito mais marido,
muito mais pai...

Certamente eu esperaria mais para te encontrar, MEU AMOR!
Certamente eu não tentaria te convencer com palavras bonitas!
Certamente eu não faria poesias para você!
Certamente eu não lhe mandaria flores!
Certamente eu não lhe daria um presente!
Certamente eu lhe roubaria os beijos, os abraços, o calor do seu corpo!
E lhe recompensaria com o mais puro e intenso prazer...

Pena!
Hoje só me resta perder-me nos dias fatídicos que restam, vendo de longe os seus sorrisos, sem ao menos decifrá-los. Se para mim ou se para zombar de mim.
 

Hannaell Mendes
17/11/2012 – 13h11min

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

NENHUMA PALAVRA MAIS...

Alguém para me ouvir!
Penso que não seja mais tão útil.
Alguém ali, parado diante de mim, inerte, inexpressível apenas a ouvir-me tecendo palavras e mais palavras, formulando frases inúteis, incapazes de expressar a realidade. E ao calar-me, ouvir apenas um “é, é bem assim mesmo”.
Tempo perdido!
Preciso de alguém que invada minha mente, descortine meus pensamentos, desvende meus segredos, meus medos, meus desejos e descubra quem realmente sou e não se importe com isso. O amor que sinto pela vida, a força de vontade que habita em mim e que me impulsiona a fazer algo pelo meu próximo, mesmo que pareça invisível aos olhos deste.
Não quero mais dizer, nem escrever palavra alguma.
Liberto teus ouvidos, poupar-te-ei de minha presença e meus lamentos.
Autorizo-te se quiser invadir minha mente, sondar meu coração.
Ao descobrir o verdadeiro motivo pelo qual ainda pulsa, uma lagrima quiser rolar, não contenha.
Se sentir vontade de me abraçar, me abrace me beije se desejar.
Se não tiver medo de ser feliz...
Morra comigo todos os dias que nos restam viver ou apenas enquanto houver prazer...
  
Hannaell Mendes
28/10/2012 – 12h18min