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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Anjo

Uma flecha de luz,
rompe a escuridão.
Atravessa meu peito,
rasga meu coração!
Sinto-me adormecer,
meus olhos se fecham,
meu corpo cai ao chão!
Eu não quero ir,
mas não tenho opção!
Sinto o anjo negro
puxando-me pelas mãos...


Hannaell Mendes
17/06/2000

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

FESTA

Sangrando!
Risos e gargalhadas ao fundo,
são como punhaladas em meu peito.
A música que toca violenta meus ouvidos
sem nenhum pudor, nem piedade.
A angústia, cara a cara me sufoca com seu olhar sarcástico.
Em minha mente para amenizar a dor,
tento criar uma história que seja linda.
Mas a fragilidade do enredo, a música, os risos a angústia
finaliza-a mesmo antes de terminar a primeira frase.

- Tempo!!!

A música cessa.
Apenas vozes entre breves espasmos de silêncio.
Porem ambos armados golpeia meu peito.
Não há mais sangue em minhas veias.

- Tempo!!!

As vozes também se vão.
Mas o silêncio impiedoso continua a golpear.
Tento criar outras histórias,
mas todas morrem antes mesmo da primeira frase.
Em minha mente se forma apenas um,
emaranhado de frases incompletas a espera de uma história.
Mas hoje eu não consigo contar história alguma.
Acendo mais um cigarro e morro mais uma vez,
sozinho na escuridão do meu quarto.


Hannaell Mendes
11/10/2010 – 02h38min

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Noites

No meu quarto escuro...
A fumaça do meu cigarro em caracol,
Toma forma de fantasmas...
No rádio toca uma musica de amor.
No meu peito bate um coração dolorido.
Uma lágrima insiste em molhar minha face.
Na minha mente teu nome ecoa sem parar,
Como uma musica no repetir...
Num gemido involuntário,
Sufoco o grito de “EU TE AMO”.


Hannaell Mendes
30/08/2010 – 23h30min

Seis, Nove, Doze...

Entorpecido pelo álcool...
Gole a gole injetado na minha corrente sanguínea.
Embriagado pela fumaça do cigarro...
Que queima entre meus dedos.
Aspirada pelas minhas narinas,
Entre um trago e outro.
Enquanto bate no peito, meu coração dilacerado.
Rindo entre outros segurando nas mãos...
Cartas marcadas de um jogo melancólico,
Ocultando minha dor, impedindo as lagrimas,
Que de meus olhos querem saltar.
Num grito mudo que ecoa, dentro de mim,
Desejando a ausente presença de quem amo...

Dá-se inicio a mais uma partida, deste jogo,
Que já não mais importa, ganhar ou perder...


Hannaell Mendes
29/08/2010 – 17h20min

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Veneza

Tudo começou no parapeito...
No alto de um arranha-céu enquanto observava as luzes da grande cidade com sua dança magistral.
Luzes coloridas, muitas luzes de todas as cores e tamanhos.
O olhar noturno lá do alto é algo deveras inspirador.
Enquanto devaneava em pensamentos líricos e até mesmo fugazes a noite se rompeu como num piscar de olhos.
O sol invasivo rasgou o céu e as luzes coloridas se foram.
Já em terra firme a caminhar pelas ruas ainda um tanto embriagado, misturado ao frenético vai e vem dos habitantes da cidade colorida, agora dominada pela invasão dos potentes raios do invasivo sol a pino.
Letreiros pendurados, fachadas, informações, setas, sinais, porem nada compreensivo.
As pessoas se comunicam em um dialeto diferente, parece ser Libanês!
Não, não é possível deve ser japonês, talvez polonês.
Bem... Que seja!
Não havia nada a fazer a não ser caminhar e aguardar a noite chegar.
Mas não seria necessário também se comunicar?
Alias que bom seria!
Não!
Melhor esperar mais uma noite.
Amanhã talvez!
Quem sabe mais uma noite no parapeito, as luzes, a cidade, o sol invadindo a noite anunciando o amanhecer de mais um dia traga alguma inspiração.
Talvez!
Um dia alguém disse em bom português que em Veneza falava-se Inglês...
Ou será italiano?
Espanhol, talvez!


Hannaell Mendes
12/09/2010 – 12h40min

domingo, 11 de julho de 2010

Deixar de Subir

Toda campanha tem uma plataforma.
E esta pode ser a minha, a sua, a nossa!
E assim, depois de muito esperar,
Num dia como outro qualquer, decida triunfar...
Decida não esperar as oportunidades e sim,
Você mesmo buscá-las,
Decida ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decida ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decida ver cada noite como um mistério a resolver.
Decida ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Neste dia descubra que seu único rival,
Não seja ninguém mais que suas próprias limitações.
E que enfrentá-las é a única e melhor forma de suportá-las.
Neste dia, descubra que não é o melhor e que talvez nunca tivesse sido,
Deixe de se importar com quem ganha ou perde.
Importar-se-á simplesmente em saber melhor o que fazer.
Aprenda que o difícil não é chagar lá em cima e, sim, deixar de subir.
Aprenda que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo”.
Descubra que o amor é mais que um simples estado de enamoramento,
O amor é uma filosofia de vida.
Neste dia,
Deixe de ser um reflexo dos seus escassos triunfos,
E passe a ser uma tênue luz no presente.
Aprenda que de nada serve ser luz se não iluminar o caminhos dos demais.
Neste dia, decida trocar muitas coisas...
Neste dia, aprenda que os sonhos existem para tornarem-se realidades.
E, a partir deste dia,
Não dormir mais somente para descansar.
Mas também,
Simplesmente dormir para sonhar.


Walt Disney
Adaptação:
Hannaell Mendes
08/07/2010 – 12h30min

terça-feira, 6 de julho de 2010

Gingo

Hoje é domingo pé do cachimbo.
O cachimbo é de barro.
Bate no jarro...
Gingo!!!
Hoje eu queria ser careta, talvez ter um emprego.
Ganhar quatro mil por mês...
Acho feio o corcel, mesmo o 73...
Gostaria de ir ao “cinema” dar pipoca aos macacos...
No auge destes meus 21 anos, ir à feira...
O jarro é fino bate no sino.
O sino é de ouro bate no touro...
Abraçado com minha pequena de quarenta e poucos anos.
De cabelos desbotados e aparelho nos dentes...
Passear pelo zoológico, observar os elefantes e as jibóias...
Comprar tomates, acelga e acerola...
Almoçar num restaurante chinês, arroz frango e batatas fritas...
O touro é valente, bate na gente.
A gente é fraco cai no buraco...
No final do dia parar num carrinho de cachorro quente...
Destes de esquina e mesinhas na calçada...
Tomar uma água com gás...
Fazer um carinho no rosto da pequena...
Segurar na tua mão e ir para casa...
Ver um filme antigo apenas em duas cores...
Não rir e nem chorar...
Mas que sujeito chato sou eu...
Não acha nada engraçado...
O buraco é fundo.
Acabou-se o mundo...



Hannaell Mendes
04/07/2010 – 11h28min