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domingo, 30 de maio de 2010

Simples assim...

Eu te olharei nos olhos...
Você simplesmente me olhará...
Eu te darei um sorriso...
Você simplesmente ficará me olhando...
Eu chegarei mais perto...
Você permanecerá imóvel...
Chegarei mais perto ainda...
Você continuará no mesmo lugar...
Teus olhos me condenarão.
Eu tentarei lhe dizer algo...
Minhas pernas tremerão...
Meu coração disparará e me sufocará...
Meus olhos fixos olharão nos teus...
Você continuará parada me olhando...
Sem esboçar nenhuma reação.
Minha voz tremula enfim sairá...
Baixinho, você mal conseguirá ouvir...
Meu corpo inteiro tremerá...
Minhas pernas ainda mais...
Mal conseguirei ficar em pé!
O som da minha voz...
Parecerá ser ouvido pelo mundo todo...
Mas você perguntará!
O quê?
Eu te direi, EU TE AMO.
Você continuará me olhando...
Simplesmente me olhando.
Minhas mãos tremulas e frias procurarão as tuas...
Neste momento estarei bem mais perto de você...
Minhas mãos encontrarão as tuas...
Que estarão quentes...
Tão quentes que parecerá queimar as minhas...
Aproximarei meu corpo do seu...
Meu rosto do teu rosto...
Minha boca da sua boca...
Você parada simplesmente me olhará...
Meus lábios tocarão os seus...
Neste momento você se moverá...
Suas mãos apertarão as minhas...
Seus braços envolverão meu corpo...
Seu corpo colará no meu...
O frio que estarei sentindo, será dominado pelo seu calor...
Seus lábios se moverão...
Colados nos meus...
Suavemente...
Acompanhará o movimento dos meus...
Uma lágrima escorrerá pelo meu rosto...
Nossos lábios se descolarão...
Olharei nos teus olhos...
Você olhará nos meus olhos...
Eu não direi nada...
Você continuará em silêncio...
Seus lábios aproximarão dos meus...
Nosso segundo beijo...
Enfim... Um sorriso seu...
Eu te direi novamente...
EU TE AMO...
Você respirará bem fundo...
Não dirá mais nada...
E nossos lábios se unirão novamente...


Hannaell Mendes
28/05/2010 – 12h30min

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ESTAÇÕES

Quando me quiseres não precisa dizer nada...
Apenas me abrace e me beije!
Colocarei meu mundo aos seus pés...
Farei de ti o centro do meu universo!
Meu mundo girar em torno de ti...
No céu do meu mundo farei de ti todos os astros...
Sol, lua, estrela...
Nas noites de inverno aquecerei seu corpo com o calor do meu!
No verão colocarei uma rede na varanda pra te amar sentindo a brisa da noite!
Na primavera colherei flores para lhe oferecer todas as manhãs!
No outono, caminharemos abraçados pelos parques...
De pés descalços pisando nas folhas secas caídas no chão!
E quando me quiseres não precisa dizer nada...
Apenas me abrace e me beije.


Hannaell Mendes
02/05/2010 – 12h03min

sexta-feira, 12 de março de 2010

Assim!

Foi...
Assim como deveria ser...
Mas quando era assim como é e deveria ser...
Nunca foi interessante... (Talvez por ser assim)
Um dia deixou de ser assim...
Assim como deveria ser...
Logo ficou interessante
Todos puderam vê-lo.

Concluiu... (Assim que deveria ser)
Não assim como deveria...

Surgirão oportunidades...
Conheceu pessoas que eram assim... (Como ele!)
Também conheceu pessoas que eram assim como ele... (Antes de ser assim!)

Conheceu alguém que gostou dele... Assim
Um dia esse alguém lhe disse. -- Gostaria que fosse assim...

Não como era!
Mas assim como deveria ser...
Uma duvida surgiu...

Mas ele também não gostava de ser assim como era!
Mas voltar a ser assim...
Assim como deveria ser...

Ah!
Voltou a ser assim...

Um sorriso se abriu...
Lágrimas rolaram!

Não era assim que deveria ser...
Deveria ser assim como foi...
Não assim como é.
Assim como era...

Voltou então a ser como foi... (Assim como deveria)
E não assim como deveria ser...

Foi, voltou, foi novamente, voltou outra vez e outras tantas mais...
Hoje não sabe mais quem possa ser!
Se é assim como deveria ser!
Ou assim como deveria...
Não como deveria!
Mas assim...

-- Pois é... Será que sabemos o que somos?

Só sabemos que somos assim...
Quando somos o que gostaríamos de ser, achamos que deveria ser assim...
O que seria de nós se fossemos o que deveria?!
Será que seriamos Felizes?
Ou será que gostaríamos de ser assim...

Ser é de fato um mistério...
Mistério que se revelará somente através da morte?
Será que a morte é o mistério da vida?
Ou a vida é o mistério que se revela através da morte?

RESPONDA SE PUDER...


Hannaell Mendes
09/02/2003 – 02h38min

quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma Bela Poesia...

Deve ser repleta de belas palavras carregadas de emoção e sabedoria (assim como viver a vida...)
Porem é preciso lembrar... Aquele que assim desejar deverá saber que como muitas vezes sorrimos para ocultar uma lágrima...
Também se escreve palavras lindas para ocultar a tristeza...
E que há sempre alguém que não compreende a metáfora...
Não observando o que ela oculta lança em nossas gargantas o amargo fel da ignorância...

O ser humano necessita fortalecer a cada milésimo de segundo...
Brindando a vida no instante que surge o sonho...
Celebrando a plenitude...
Bebendo o fel que é oferecido...
Transformando-o em dádivas...
Sorrindo... Sem remorso...
Na busca da Transformação...
Cativos a procura da Felicidade!
Cantando e dançando...
Enquanto no movimento de sua dança...
Naturalmente esquiva-se das flechas...
Que contra ele são lançadas!

Observemos a beleza natural e razão de ser de cada coisa!

A água da chuva!
A lágrima que rola!
O espinho... E a beleza da Rosa!
A alegria do presente... Na esperança do futuro!
A felicidade na sua individualidade... Na continuação do conjunto!
Porque o sorriso sem medo não carregado de egoísmo...
É isento de pecado!

A Vida é uma constante de aprendizado e tolerância!

Observando passivamente a vida que se move a sua volta!
Chegará sem dúvida ao amor e a humildade...
Aprendendo que é simples a complexidade da vida...
Que não se deve simplesmente passar por ela vivendo complexivamente sem compreender sua simplicidade!


Hannaell Mendes
31/08/2007 – 14h0min

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Novo Lar

     Um dia desse um amigo, lembrou-me de uma fase bem antiga, mais que batida. Possivelmente com a intenção de me ajudar (prefiro acreditar nesta opção), haja vista que sua intenção poderia ser mesmo de me julgar...
    Tanto faz.
     Lembrou-me o amigo: -- “Para entrar no reino dos céus num basta apenas não praticar o mal, a ausência de fazer o bem também não o habilita para ascender-se ao reino de Gloria e Paz eterna”. Confesso que fiquei feliz com a informação do amigo.
     A todos que simpatizam comigo e desejem encontrar-me após o fim dos tempos, já sabem onde me encontrar.
     O endereço exato não sei ainda...
     Mas vou dar-lhes uma boa referencia. Estarei em algum lugar entre o céu e o inferno.
     Quem quiser me visitar será um prazer recebê-lo em meu novo lar, porem já vou avisando certamente lá não terei ar condicionado, mais um ventiladorzinho (Brisa) contrabandeado do Paraguai “Made in China” creio que será possível. Então espero vocês lá!



Hannaell Mendes
Um dia como tantos outros

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sonho...

     Maldito seja aquele sonho. Por ele hoje sua carne apodrece, sua mente definha, um inferno fez-se em sua vida. Mil vezes preferia ter acordado sem lembranças. A manhã estava tão linda a chuva caia no telhado e o vento sacudia a vidraça.
     Maldita lembrança...
     Porque saiu a tua procura?
     Estava chovendo!
     Não deveria. Porque não esquece tudo?
     Precisa dormir novamente, sonhar um sonho diferente e acordar sem lembranças. Precisa de um sonho menos fatigante, este “maldito” arrasta-lhe a podridão.
     Porque desejou encontra-la?
     Enfrentou a chuva fria a tua procura?
     Porque entrou naquele lugar abençoado?
     Mas agora maldito... Maldito causador da sua desgraça e toda essa agonia.

     -- Ainda hoje quando lembra é como se retornasse naquele instante!

     Há viu linda... Esplendida no altar, havia luzes a tua volta, um sorriso singelo nos lábios. Teu olhar atravessou-lhe como um raio. Passos lentos na sua direção pôs-se a caminhar, braços estendidos, um desejo louco no olhar, teus lábios brilhavam.
     Queria lhe beijar...
     Tuas mãos tocaram as suas, seu corpo por um segundo gelou-se, no instante seguinte ardia em chamas. Pulsava-lhe no peito em disparada o coração. Foi tomado pela ansiedade e um desejo louco de também beijá-la. Apertou-lhe contra o peito sentiu-lhe o coração batendo por traz dos teus seios, aproximou teu olhos dos seus que lhe rasgaram como duas flechas de fogo, tua boca envolveu os seus lábios o sangue ferveu-lhe dentro das veias...
     O amor aconteceu!
     A escuridão invadiu os seus olhos.
     As lagrimas brotaram sem que pudesse conte-las.
     Despertou sozinho ao ouvir os sinos a dobrar.
     Saiu em disparada daquele lugar, onde não teve mais coragem de voltar. Desde então procura encontra-la nas ruas, em outros lugares, em outros corpos, em outros rostos, em outros olhares.
     Porque o mesmo amor que lhe enche de alegria quando vê na rua um rosto que lembra teu, ao chega às noites atira-lhe num abismo, solitário em profunda agonia?
     O desespero lhe invade todo instante!
     Precisa dormir, dormir e sonhar outro sonho!
     Precisa de coragem!
     Tem que voltar naquele lugar, mas sabe que ela esta lá, com aquele mesmo olhar, o mesmo sorriso, no mesmo lugar... Imóvel, fria!
     Mas ronda-lhe o medo de descer e beijar-lhe novamente.
     Não... Não quer, não pode. Esta apodrecendo...
     Não pode amá-la.
     Não assim, com essa força que pulsa no coração.
     Precisa dormir... Dormir e não mais acordar!
     ... Dormir, dormir e não mais acordar...




Hannaell Mendes
21/05/2007 - 0h27min

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Oração de um desesperado...

Gritos!
Gritos mudos ecoam em sua mente...
Ele, sujeito “O homem”...
Enlouquecido pergunta ao “Verbo”!
O silencio, apenas o silencio...
Na lixeira de seu cérebro perguntas e mais perguntas se acumulam repletas de silencio como respostas.
O verbo presente faz-se ausente mesmo diante da sua incontestável presença!
Em estado de embriagues transbordando lucidez o sujeito clama ao verbo.

Ele...

-- Um homem que desejou promover a paz, fazer pessoas felizes, realizar sonhos alheios e os seus também!

No ápice de uma crise existencial orou:

Desça sobre mim todo poder.
Desejo que seja de luz.
Na impossibilidade deste devido procedimentos divinamente burocráticos, seja bem vinda às trevas desde que esta me conceda todo poder e gloria.
Domínio e julgo sobre todos que eu desejar.
Que seja longo meu reinado
Sob meu domínio que dez milhões de joelhos dobrem diante mim.
A Cada um que dobrar, seja extenso meu gozo.
Após a queda do ultimo, seja eu informado, basta!
Seu reinado chegou ao fim.
Entregar-me-ei com súbito pesar se quiserem pregar-me numa cruz.
Se ao fogo for condenado que odor de minha carne em chamas, lavem os pecados daqueles que me levaram a loucura.

-- Este homem no ápice de sua crise existencial, orou assim...



Hannaell Mendes
25/02/2010 – 02h14min