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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ispia só!

Menin@s de Deus, eu me esforço para acreditar que o ser humano tem salvação. Dentro das minhas possibilidade não deixo de ser generoso, caridoso, paciente, amigo, companheiro, conselheiro (ajudo mesmo). “Mas ispia só esse "bixim" é de mais da conta tinhoso, sapatim perto o danado oia pra eu e grita rerpi, rerpi, rerpiiii, to la eu judano... mais cuando u tempo fecha pru meu lado us danidim bana, rapa fora, somi tudim... eita lê, de lêlê, rapais homi seu minio! tapega, só”.
 
(Hannaell Mendes)

As minhas ferem mais

Que tempos são estes, em que é necessário defender o óbvio? (Bertolt Brecht)
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Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertolt Brecht)
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Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver. (Bertolt Brecht)

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Também sei copiar fases de efeito de grandes pensadores, mas ainda prefiro as minhas, elas chegam mais rápido, provocam mais, estranham mais, distanciam mais: ferem mais...
(Hannaell Mendes)

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Os bandidos safados, mau caráter, sem vergonha, ladrões, corruptos e até políticos, também têm mães, um dia foram crianças e trazem consigo lembranças das coisas boas e coisas difíceis dos tempos de crianças... (Hannaell Mendes)

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Aquele que tem boas idéias e não possui recursos para executá-las é um sonhador. Aquele que não as possui, mas tem condições de ajudar quem as tem realizá-las e não faz, não é apenas um covarde, mas sim um criminoso... (Hannaell Mendes)

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Aqui fazer ARTE é um crime...
Impedi-la de acontecer “é obra de arte” e obreiros deste naipe há debalde acampados nas bolsas escrotais do poder.
Aqui neste estado ditocratico é crime questionar e emitir opiniões por mais coerentes que sejam.
Aqui “prudente” é acatar barbáries do estado ditocratico instalado...
Aqui coisa seria sinceramente é ser obediente: bênça padrinho!
(Hannaell Mendes)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

black-out

(de costas para platéia, o personagem e um espelho, abre-se um fio luz, e a cena inicia o personagem diz) Hoje eu falaria sobre os embargos infringentes... Mas estou com ânsia de vômitos, palpitação, diarréia, febre, náuseas e algumas outras disfunções... (perdendo a compostura porem calmo, calmamente olhando; nos próprios olhos refletidos no espelho, sem alterações explicitas apenas uma carga cortante de sentimentos e sensações irrefutavelmente compreensível e perceptível) E muita vontade de pegar de pau qualquer político, advogado, promotor, juiz ou ministro de justiça, que passar na minha frente, arrebentar na porrada, chutar a cabeça de um desgraçado desses... deixá-lo mole no chão sangrando e se perguntando: o que foi, o que eu fiz? (virando-se para platéia, posicionando-se ao lado do espelho de forma que a platéia se veja refletida nele) Puta que pariu, Há (leve sorriso no canto da boca)... O que ele fez!? É o que o lazarento não fez. (pega o espelho suspende-o e caminha no procênio para direita, para esquerda e de volta ao centro; Interroga:) E vocês o que vão fazer? (a luz baixa lentamente – black-out – fecha-se as cortinas).


Hannaell Mendes
19/09/2013 - 11h e os minutos não lembro estava no sanitario vomitando

  
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

LIBERDADE

Ser livre não é quebrar regras, isso se chama transgredir...
Ser livre não é fazer tudo que quer a hora que der na telha...
Ser livre não é dizer o que pensa sobre o que e tudo...
Ser livre não é impor aos outros os seus caprichos...
Ser livre não impor sua verdade; todo absolutismo um dia cai...

Ser livre é saber o que e à hora certa de fazer...
Ser livre é saber o que e à hora certa de falar...
Ser livre é estar atendo...
Ser livre é ser bem informado...
Ser livre é não ter vergonha de dizer, não sei...
Ser livre é não ter medo de dizer, não quero...
Ser livre é saber dizer não insista, mas...
Ser livre é pedir, por favor...
Ser livre é dizer com licença...
Ser livre é ter caráter...
Ser livre é ter educação...

Os antigos dizem que educação e gentileza vêm de berço.
- concordo!
Mas também acredito que se perde nas ruas...

 

Hannaell Mendes
23/07/2013 – 17h58min

segunda-feira, 22 de julho de 2013

TRAGÉDIAS PATERNAIS


·         A primeira grande tragédia de um pai é perceber depois muito tempo de vida, que foi para seu filho o pai que todos os filhos gostariam ter.

·         A segunda tragédia ainda mais terrível que a primeira é perceber que cometeu um equivoco, deveria ter sido o pai que todo filho precisa ter.

·         A terceira tragédia seguindo a incomoda crescente é perceber que sendo um pai que todo filho gostaria ter é simplesmente contribuir terrivelmente para geração de netos insuficientemente incapazes de serem os netos que todos avós precisam.

·         A quarta e derradeira tragédia é conviver com consciência de que por ter agido de tal forma contribuirá para decadência de no mínimo quatro gerações futuras.

 

                Hannaell Mendes
                22/07/2013 – 14h12min

quarta-feira, 17 de julho de 2013

RACIONALIDADE DIVINA

 
Seria mais racional aceitar a teoria de que Deus não existe, do que crer (assim como pregam tantas doutrinas sensacionalistas) que “ele” é um ditador, carrasco, vingativo que pune veementemente com a morte e penitencia eterna numa fogueira ardente todos aqueles que não o reverencia e obedece a suas regras.

 
Hannaell Mendes
17/07/2013 – 09h45min

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Contraditório estranho jeito de Orar

             Aos olhos desatentos às vezes pareço uma besta fera olhos grandes garras afiadas, dentes pontiagudos a espreita prestes a atacar.
             Aos cuidadosos que se predispõem a observar-me um pouco mais; um brinde... Alvido como a lã de um rebanho ou como uma vasta plantação de tecido ainda in-natura, revelo-me como sou.
            Confesso que eu mesmo me distraio, e muitas vezes me surpreendo a orar, orar em agradecimento, em beneficio ao próximo, ao distanciamento do inimigo. Orações tão lindas e às vezes muito assustadoras, hoje mesmo assim sem querer caminhando solo entre portas que dão passagem aos cômodos de meu lar, percebi-me a orar... uma oração estranha, talvez assustadora, até mesmo indecifrável para alguns, mas ao final compreendi tudo e fiquei triste... a alvidez de minha alma pareceu-me comprometida. Eis a tal oração:

                            “Senhor, mestre de toda grandeza e benevolência irrefutável, socorrei os fantasmas que me assombram, acolhei em teu lar, amenizai a fadiga daqueles que me perseguem e contra mim proferem injurias. Abraçai-vos e beijai na face com toda sua virtude aqueles que rangem os dentes quando ouve meu nome, vê minha imagem, tens noticias de que avancei um degrau a mais sem sua ajuda e ainda levando o peso árduo que me lançaste nos ombros a titulo de obstáculo para que meu êxito não fosse atingido.
                            Senhor tende piedade dessas almas ainda tão limitadas. Ocupai-as com outras vitórias mesmo que pueris para que comece a perceber o que é felicidade, mesmo que transitória, mas que as ocupe, distraia, e meu caminho fique livre e menos tortuoso, pois também sou teu filho.
                           Pai peço-lhe perdão, por outro dia ter rezado assim: Senhor precipitai o fim deste macabro espetáculo dirigido por tais almas carentes de amor, limitadas da perspicácia artística, que descarta criatividade do artista que se entrega ao seu comando. Fazei baixar as cortinas, abreviando essa cena ridícula, e que o silencio da platéia penetre como espada afiada rasgando o peito destes maus regentes, que o sangue de seus corações dilacerados suba as suas gargantas e façam sentir o amargo de suas almas, sufoque-os até não mais respirar. Mas por favor, salve os artistas que padecem regidos por estas almas falidas... Mas se não puder, foda-se”.

            Foi assim que rezei naquele dia, e rezando hoje me lembre e percebi-me pedindo perdão ao senhor pelo momento de fraqueza. Então rezei outra oração tão pura e tão singela quanto à outra:

                            Pai abençoe todos aqueles se sentem incomodados com minha existência, não precisa convencê-los de que sou bom e não estou para competir, basta ocupá-los de tal forma que não encontrem tempo para lembrar-se de mim. E quando por acaso nos encontrar novamente esteja tão felizes que a inveja que sentem hoje já tenha morrido e o meu sucesso não os incomode mais. Amem...
 
Hannaell Mendes
04/07/2013 – 20h01min