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quarta-feira, 17 de julho de 2013

RACIONALIDADE DIVINA

 
Seria mais racional aceitar a teoria de que Deus não existe, do que crer (assim como pregam tantas doutrinas sensacionalistas) que “ele” é um ditador, carrasco, vingativo que pune veementemente com a morte e penitencia eterna numa fogueira ardente todos aqueles que não o reverencia e obedece a suas regras.

 
Hannaell Mendes
17/07/2013 – 09h45min

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Contraditório estranho jeito de Orar

             Aos olhos desatentos às vezes pareço uma besta fera olhos grandes garras afiadas, dentes pontiagudos a espreita prestes a atacar.
             Aos cuidadosos que se predispõem a observar-me um pouco mais; um brinde... Alvido como a lã de um rebanho ou como uma vasta plantação de tecido ainda in-natura, revelo-me como sou.
            Confesso que eu mesmo me distraio, e muitas vezes me surpreendo a orar, orar em agradecimento, em beneficio ao próximo, ao distanciamento do inimigo. Orações tão lindas e às vezes muito assustadoras, hoje mesmo assim sem querer caminhando solo entre portas que dão passagem aos cômodos de meu lar, percebi-me a orar... uma oração estranha, talvez assustadora, até mesmo indecifrável para alguns, mas ao final compreendi tudo e fiquei triste... a alvidez de minha alma pareceu-me comprometida. Eis a tal oração:

                            “Senhor, mestre de toda grandeza e benevolência irrefutável, socorrei os fantasmas que me assombram, acolhei em teu lar, amenizai a fadiga daqueles que me perseguem e contra mim proferem injurias. Abraçai-vos e beijai na face com toda sua virtude aqueles que rangem os dentes quando ouve meu nome, vê minha imagem, tens noticias de que avancei um degrau a mais sem sua ajuda e ainda levando o peso árduo que me lançaste nos ombros a titulo de obstáculo para que meu êxito não fosse atingido.
                            Senhor tende piedade dessas almas ainda tão limitadas. Ocupai-as com outras vitórias mesmo que pueris para que comece a perceber o que é felicidade, mesmo que transitória, mas que as ocupe, distraia, e meu caminho fique livre e menos tortuoso, pois também sou teu filho.
                           Pai peço-lhe perdão, por outro dia ter rezado assim: Senhor precipitai o fim deste macabro espetáculo dirigido por tais almas carentes de amor, limitadas da perspicácia artística, que descarta criatividade do artista que se entrega ao seu comando. Fazei baixar as cortinas, abreviando essa cena ridícula, e que o silencio da platéia penetre como espada afiada rasgando o peito destes maus regentes, que o sangue de seus corações dilacerados suba as suas gargantas e façam sentir o amargo de suas almas, sufoque-os até não mais respirar. Mas por favor, salve os artistas que padecem regidos por estas almas falidas... Mas se não puder, foda-se”.

            Foi assim que rezei naquele dia, e rezando hoje me lembre e percebi-me pedindo perdão ao senhor pelo momento de fraqueza. Então rezei outra oração tão pura e tão singela quanto à outra:

                            Pai abençoe todos aqueles se sentem incomodados com minha existência, não precisa convencê-los de que sou bom e não estou para competir, basta ocupá-los de tal forma que não encontrem tempo para lembrar-se de mim. E quando por acaso nos encontrar novamente esteja tão felizes que a inveja que sentem hoje já tenha morrido e o meu sucesso não os incomode mais. Amem...
 
Hannaell Mendes
04/07/2013 – 20h01min

sexta-feira, 24 de maio de 2013

SILENCIO

A dor que doe, doendo manhosa e cortante bem lá no fundo difícil de suportar. Nem sempre provem de palavras ásperas e ofensivas, da ausência ou da falta de quem se quer perto, nem tão pouco de uma marretada no dedo mindinho. Mas sim do silencio que invade a alma, a brisa mansa que sopra descuidada sem intenção de balançar os galhos das arvores, do ruído silencioso da aranha que tece sua armadilha fatal. Silencio, silencio, silencio que mata, que fere, vagarosamente entre tantos ruídos que se faz da poluição sonora produzida por uma raça descuidada.
Dói, dói dor dentro de mim, rasga o silencio de minha embriagada mente. Dói, mas dói forte, seja forte, mais forte que eu, faça parar de bater esse meu coração descuidado, este coração estúpido que não sabe amar. Dói dor maldita e amada, que me faz sentir vivo desejando a morte, que venha a morte, mas que venha só depois de me deixar viver esse amor doido inventado por este meu coração estúpido.
Silencio... Navalha afiada rasgando-me a carne... Mais para esquerda, ai, isso, assim... Não, agora não, espera meu amor chegar. Quero que veja minha boca vermelha, quero ver o desespero em seus olhos ao ver os meus fechando enquanto beija minha boca sangrando e este meu coração estúpido parando de bater.
Dor, que dói, doendo de mais, coração que bate, bate disrritimado.
Parando, quase...
Parou...
Silencio...
Sem dor,
Sem dor, sem dor,
Sem dor, sem dor, sem dor,
Sem dor, sem dor,
Sem dor...
 
 
 
Hannaell Mendes
24/05/2013 – 16h32min

sexta-feira, 17 de maio de 2013

E - ASSIM - CAMINHA - A - HUMANIDADE...

Em algum momento no tempo que se escreve a historia da humanidade havia uma grande arvore fincada a beira de um caminho. Num certo período de cada ano (mais precisamente no período da sua florada) o dono da arvore cercava-a com arame farpado, uma cerca tão alta e bem trançada que quase chegava à copa da arvore, mas sem esconder sua beleza. Logo vinham os frutos, lindos de se ver, seus galhos carregados quase tocavam ao chão.
Quando começavam a amadurecer, todos os dias o dono da arvore pela manhã e a tardezinha sentava-se sub a sobra da arvore para saborear seus frutos e compartilhá-los com todos os passantes, nunca negará um fruto a quem quer que fosse.
Muitos traziam sacolas e levava-as cheias para casa. Este sagrado ritual ocorria todos os dias até a colheita do ultimo fruto, ocasião em que ele solitariamente removia majestosa cerca farpada.
Por décadas repetiu-se o ritual.
Certa vez a cerca não se levantou, a flora chegou, vieram os frutos e o dono da arvore não apareceu, a colheita findou-se antes mesmo que todos os frutos amadurecessem; seus galhos machucados já não envergavam a beleza de outrora, no ano seguinte a cerca também não foi levantada e dono continuou ausente!
Flora e frutos já não foram como antes.
Mais alguns poucos anos depois sem a cerca e a ausência de seu dono hoje quem passa pelo caminho contempla apenas um toco sem vida e alguns galos secos... E assim caminha a humanidade.
 
Hannaell Mendes
17/05/2013 – 13h45min

sábado, 16 de março de 2013

Gene/óh... Lógica

Diz o ditado que o ditado é ditado...
Diz à lenda que a lenda é uma lenda...
Diz à ciência que a ciência é cientifica...
Diz o cientista que é ciente que a ciência,
cientificamente falando é cientifica...
Diz a historia que a historia é uma historia...
O avião voa...
O pássaro “avoa” (dizia minha avó, Meu avô também dizia, mais que AVOAR era minha avó flutuando)
Quem voa é feliz...
Mas se cair vai doer...
De avião então pode até morrer...
Será muita sorte se sobreviver...
O pato não faz quem, quem...
A galinha cocorico...
O pintinho faz piu...
Piu é preto, a Miuki é oriental, ambos se casaram amando-se intensamente, a filha deles é linda, aos sábados e domingo acompanhada do marido levam o neto pra visitar os avôs...
  
Hannaell Mendes
16/03/2013 – 13h31min

SE...

Se fosse fácil lavar, não precisaria de lavadeira...
Se fosse fácil passar, não precisaria de passadeira...
Se fosse fácil arrumar, não precisaria de arrumadeira...
Se fosse fácil cozinhar, não precisaria de cozinheira...
Ninguém comeria em restaurantes!
 
 
Se fosse fácil, não haveria prestação de serviços...
se fosse facil varrer ruas, o proprio prefeito poderia fazer...
 
Se fosse fácil ser artista, para mim não teria graça...
Se fosse fácil ser homem, eu seria um hipopótamo...
Se fosse fácil cantar, eu seria um canário...
Se fosse fácil fotografar, eu seria um espelho...
Se fosse fácil escrever, eu empinaria uma pipa...
 
 
Se fosse fácil administrar, eu procuraria algo mais complexo pra fazer.
 
 
Se fosse fácil eu mesmo faria...
O faria deixaria pra depois...
O agora alguém já teria feito...
Tudo certo, nada resolvido...
 
 
 
Hannaell Mendes
16/03/2013 – 10h45min

 
Ps: E ainda vão me perguntar... Qual é a moral da história?

sábado, 9 de março de 2013

A “moral” explicita e imposta, nada mais é que um subterfúgio para ocultar a “imoralidade” daquele que impõe.
Todo ser possui em latência porcentagens idênticas de “moral e imoralidade”, ”humanidade e animalidade”, “domínio e submissão”, potencialidades idênticas de amar e odiar.
E a cada um... Conferido o livre-arbítrio.
(Vá, faça o que tu queres, mas jamais esqueça que há uma Lei Universal)
 
Hannaell Mendes
09/03/2013 – 13h05min