A primeira vez que seu olhar cruzou os meus senti algo estranho.
Disseram-me que era amor.
Então te amei assim do jeito que sentia!
Ouvi dizer que pra te amar tinha que ser menino.
Como um menino assim eu te amei!
Disseram-me que pra ter o seu amor deveria te amar com gente grande.
Te amei, amei assim do jeito que sentia; você me notou!
Olhou-me nos olhos e disse que pra ter seu amor deveria te amar como menino.
Então te amei grande assim com meu amor de menino.
Notando esse meu amor, disse: Não é assim que se ama!
Amando sem saber como, grande, menino, menino-grande.
Menino com amor, amando sem saber como amar...
Contando os dias e as horas.
Sentindo meu coração soluçar cada vez que cruzo com teu olhar.
Sufocando minhas lagrima pra que não me veja chorar...
Chorar essa dor, doida, difícil de suportar.
O tempo passando.
Vezes voando outras tão lento que parece parar...
A dor que não passa o tempo parado, as horas voando...
Eu sentindo esse amor sem saber como amar.
Morro!
Morro a todo instante que cruzo com seu olhar...
Morro por não saber como amar...
Morro por saber que no instante seguinte, vou morrer de novo...
Morro por ser esse menino que ama grande...
Morro por esse amor grande...
Morro por amar assim como menino...
Morro por saber que de tanto te amar, amanhã vou morrer de novo...
Quando meu olhar cruzar o teu!
Hannaell Mendes
01/04/2011 – 20h12min
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
SALADA
Cansado,
a lógica de seus pensamentos não faz mais sentido.
A cada passo dado sente o chão fugir de seus pés, e um novo abismo se abrir...
Por mais rápido que tenta caminhar em direção a luz, mas envolto na escuridão se vê...
Quanto mais procura a sensatez, mais incompreendido parece ser...
Quanto melhor tenta ser, menos consegue demonstrar...
O seu rosto já não é mais o mesmo.
Seus pensamentos e desejos por mais sem sentido que possa ser ainda são os mesmos...
Pensa todos os dias na felicidade, deseja todos esses mesmos dias,
encontrar o amor de sua vida (apesar de já tê-lo encontrado).
Mas seu rosto já não é mais o mesmo.
Perto de seu amor sente-se um gigante.
Quando o abraça sente-se uma criança.
Palavras!!!
Palavras são apenas conjuntos de símbolos.
De todos os conjuntos de símbolos que formam palavras,
os que mais gosta são os que formam o nome de sua amada e a palavra “eu te amo”.
Deseja-a como jamais fora desejada.
Pode dar-lhe tudo que negaram.
Ama como jamais fora e será amada.
Sabe que não pode lhe dar tudo que desejas.
Mas sabe que pode lhe dar tudo mais que se não for por ele jamais receberás.
Sabe que tudo que queres não é dele que desejas receber.
Então seguem a vida assim...
Sua amada recolhendo as migalhas que os outros podem lhe dar...
E ele do seu lado vendo sua amada, amada pela metade...
Hannaell Mendes
16/02/2011 – 22h04min
a lógica de seus pensamentos não faz mais sentido.
A cada passo dado sente o chão fugir de seus pés, e um novo abismo se abrir...
Por mais rápido que tenta caminhar em direção a luz, mas envolto na escuridão se vê...
Quanto mais procura a sensatez, mais incompreendido parece ser...
Quanto melhor tenta ser, menos consegue demonstrar...
O seu rosto já não é mais o mesmo.
Seus pensamentos e desejos por mais sem sentido que possa ser ainda são os mesmos...
Pensa todos os dias na felicidade, deseja todos esses mesmos dias,
encontrar o amor de sua vida (apesar de já tê-lo encontrado).
Mas seu rosto já não é mais o mesmo.
Perto de seu amor sente-se um gigante.
Quando o abraça sente-se uma criança.
Palavras!!!
Palavras são apenas conjuntos de símbolos.
De todos os conjuntos de símbolos que formam palavras,
os que mais gosta são os que formam o nome de sua amada e a palavra “eu te amo”.
Deseja-a como jamais fora desejada.
Pode dar-lhe tudo que negaram.
Ama como jamais fora e será amada.
Sabe que não pode lhe dar tudo que desejas.
Mas sabe que pode lhe dar tudo mais que se não for por ele jamais receberás.
Sabe que tudo que queres não é dele que desejas receber.
Então seguem a vida assim...
Sua amada recolhendo as migalhas que os outros podem lhe dar...
E ele do seu lado vendo sua amada, amada pela metade...
Hannaell Mendes
16/02/2011 – 22h04min
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Caixa de Sapatos
Alta madrugada calor intenso, chovia muito.
Os cães latiam intensamente, apenas os ruídos no portão incomodavam.
A chuva não cessava nem os cães e o barulho no portão.
Depois de muito tempo de espera e nada de calmaria, a única solução foi abrir a janela e expiar.
La estava encolhida num canto agarrada as grades do portão.
Ensopada de chuva e em prantos.
A luminosidade não era muito boa, mas reconheceu aqueles cabelos longos e negros, rosto fino e olhos arredondados, brilhantes embora cheios de lagrimas.
Ao ouvir o ruído da janela se abrindo levantou-se a cambalear segurando na grande, suas vestes esfarrapadas e molhadas de chuva, sem palavra alguma suplicava por auxilio.
Apanhou as chaves e destrancou o portão, desesperada entrou em soluços e tomou-o num abraço profundo.
Estava gelada!
Ofereceu-lhe um banho quente e roupas secas (as suas... é claro ficaram engraçadas nela).
Ofereceu alimento aceitou sem rodeios.
Conversaram por algum tempo, contou-lhe sobre o ocorrido, lamentou sua historia de vida e acrescentou que gostaria de escrever uma nova historia.
Ofereceu-lhe o pouco que possuía (seu lar) e todo seu amor.
Aceitou já cheia de certezas e um novo brilho no olhar.
Acariciou seus cabelos ainda molhados, olhou profundo e longamente nos teus olhos.
Escapou-lhe um sorriso e seus lábios se uniram em um longo e intenso beijo.
O beijo que esperará por anos a fio.
A chuva cessou os cães pararam de latir e o único barulho que se ouvia era de suas respirações e seus corações batendo dentro do peito.
Ainda hoje tem vivo na memória cada instante, cada toque, e o prazer explodindo dentro e fora de seus corpos.
A exaustão lhes dominou, mesmo percebendo que a manhã já havia chegado adormecer foi inevitável, só despertou no final da tarde pensando que tudo não passará de um sonho, mas olhando num canto do quarto lá estavam suas antigas vestes esfarrapadas e molhadas de chuva.
Apanhou-as e colocou-as para secar, depois guardou numa velha caixa de sapatos...
Hannaell Mendes
06/02/2011 – 02h35min
Os cães latiam intensamente, apenas os ruídos no portão incomodavam.
A chuva não cessava nem os cães e o barulho no portão.
Depois de muito tempo de espera e nada de calmaria, a única solução foi abrir a janela e expiar.
La estava encolhida num canto agarrada as grades do portão.
Ensopada de chuva e em prantos.
A luminosidade não era muito boa, mas reconheceu aqueles cabelos longos e negros, rosto fino e olhos arredondados, brilhantes embora cheios de lagrimas.
Ao ouvir o ruído da janela se abrindo levantou-se a cambalear segurando na grande, suas vestes esfarrapadas e molhadas de chuva, sem palavra alguma suplicava por auxilio.
Apanhou as chaves e destrancou o portão, desesperada entrou em soluços e tomou-o num abraço profundo.
Estava gelada!
Ofereceu-lhe um banho quente e roupas secas (as suas... é claro ficaram engraçadas nela).
Ofereceu alimento aceitou sem rodeios.
Conversaram por algum tempo, contou-lhe sobre o ocorrido, lamentou sua historia de vida e acrescentou que gostaria de escrever uma nova historia.
Ofereceu-lhe o pouco que possuía (seu lar) e todo seu amor.
Aceitou já cheia de certezas e um novo brilho no olhar.
Acariciou seus cabelos ainda molhados, olhou profundo e longamente nos teus olhos.
Escapou-lhe um sorriso e seus lábios se uniram em um longo e intenso beijo.
O beijo que esperará por anos a fio.
A chuva cessou os cães pararam de latir e o único barulho que se ouvia era de suas respirações e seus corações batendo dentro do peito.
Ainda hoje tem vivo na memória cada instante, cada toque, e o prazer explodindo dentro e fora de seus corpos.
A exaustão lhes dominou, mesmo percebendo que a manhã já havia chegado adormecer foi inevitável, só despertou no final da tarde pensando que tudo não passará de um sonho, mas olhando num canto do quarto lá estavam suas antigas vestes esfarrapadas e molhadas de chuva.
Apanhou-as e colocou-as para secar, depois guardou numa velha caixa de sapatos...
Hannaell Mendes
06/02/2011 – 02h35min
sábado, 29 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Sem Convite
Arrancaram minhas vestes.
Cuspiram em minha face.
Deixaram-me nu em uma encruzilhada,
distante de casa numa noite negra...
caminhei solitário a beira das estradas,
entre arbustos escondendo minha nudez.
Caminhei sem parar, sem comer e sem beber.
Eu só queria voltar para casa!
Chegando em casa havia uma festa!
Entrei em casa nu e caminhei entre os convidados.
As pessoas estavam felizes, a mesa era farta,
muita comida e bebidas!
As pessoas riam e se abraçavam!
Tratei logo de preparar-me para festa...
Entrei no chuveiro e deixei a água cair sobre meu corpo surrado...
A água tocou-me de um modo diferente.
Vesti minha melhor roupa e voltei para festa.
Caminhei entre os convidados.
Comi e bebi entre eles, a bebida e a comida, tinha um gosto diferente.
A festa terminou; se foram todos.
Tudo ficou vazio.
Ninguém me notou!
Hannaell Mendes
24/01/2011 – 23h37min
Cuspiram em minha face.
Deixaram-me nu em uma encruzilhada,
distante de casa numa noite negra...
caminhei solitário a beira das estradas,
entre arbustos escondendo minha nudez.
Caminhei sem parar, sem comer e sem beber.
Eu só queria voltar para casa!
Chegando em casa havia uma festa!
Entrei em casa nu e caminhei entre os convidados.
As pessoas estavam felizes, a mesa era farta,
muita comida e bebidas!
As pessoas riam e se abraçavam!
Tratei logo de preparar-me para festa...
Entrei no chuveiro e deixei a água cair sobre meu corpo surrado...
A água tocou-me de um modo diferente.
Vesti minha melhor roupa e voltei para festa.
Caminhei entre os convidados.
Comi e bebi entre eles, a bebida e a comida, tinha um gosto diferente.
A festa terminou; se foram todos.
Tudo ficou vazio.
Ninguém me notou!
Hannaell Mendes
24/01/2011 – 23h37min
domingo, 9 de janeiro de 2011
Olhem mais de perto!
É o que dizem...
Se não dizem...
É o que pensam...
Se não pensam...
Agem como se assim fosse...
E nada se faz, para dar prova contraria!
Sou apenas um borrão de tinta, que um descuidado restaurador deixou cair sobre a valiosa obra de arte, roubando desta toda sua preciosidade.
É assim que pensam...
Se não pensam...
É assim de dizem...
Se não dizem...
Agem como se assim fosse...
Será?
Olhem mais de perto!
Hannaell Mendes
09/01/2011 – 21h32min
Se não dizem...
É o que pensam...
Se não pensam...
Agem como se assim fosse...
E nada se faz, para dar prova contraria!
Sou apenas um borrão de tinta, que um descuidado restaurador deixou cair sobre a valiosa obra de arte, roubando desta toda sua preciosidade.
É assim que pensam...
Se não pensam...
É assim de dizem...
Se não dizem...
Agem como se assim fosse...
Será?
Olhem mais de perto!
Hannaell Mendes
09/01/2011 – 21h32min
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
OUTRO DIA
Querido papai do céu, olha eu aqui de novo.
Uma voz estranha me disse esta semana que
se pedirmos coisas pro senhor e
não fizermos nossa parte,
teremos que viver de novo depois que morrer.
Portanto (olha que palavra difícil que usei),
eu te peço papai do céu me deixa beijar a moça linda?
Se eu não conseguir fazer ela feliz,
te prometo que viverei quantas vezes o senhor quiser.
Logo depois outra voz ainda mais estranha
Toda envolta (outra palavra difícil) em uma fumaça preta
me disse que se não cumprir nosso compromisso,
o senhor nos manda para o inferno e
disse que lá é muito quente e os diabinhos
dão chicotadas na gente três vezes por dia.
Portanto de novo papai do céu, digo:
-- Não me incomodo de ir pra lá desde que
o senhor me deixe beijar a moça linda.
Papai do céu eu não quero ir pro inferno,
nem ficar morrendo e vivendo de novo um montão de vezes.
Mas se é assim que tem de ser, tudo bem.
Me deixa beijar a moça linda?
Hannaell Mendes
05/12/2010 – 2h51min
Uma voz estranha me disse esta semana que
se pedirmos coisas pro senhor e
não fizermos nossa parte,
teremos que viver de novo depois que morrer.
Portanto (olha que palavra difícil que usei),
eu te peço papai do céu me deixa beijar a moça linda?
Se eu não conseguir fazer ela feliz,
te prometo que viverei quantas vezes o senhor quiser.
Logo depois outra voz ainda mais estranha
Toda envolta (outra palavra difícil) em uma fumaça preta
me disse que se não cumprir nosso compromisso,
o senhor nos manda para o inferno e
disse que lá é muito quente e os diabinhos
dão chicotadas na gente três vezes por dia.
Portanto de novo papai do céu, digo:
-- Não me incomodo de ir pra lá desde que
o senhor me deixe beijar a moça linda.
Papai do céu eu não quero ir pro inferno,
nem ficar morrendo e vivendo de novo um montão de vezes.
Mas se é assim que tem de ser, tudo bem.
Me deixa beijar a moça linda?
Hannaell Mendes
05/12/2010 – 2h51min
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