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sábado, 8 de setembro de 2012

Pássaro da paz de espessas asas, solidário sobrevoa o território em guerra, esquivando-se das rajadas traçantes que corta o céu, rasgando o breu da noite a caça de um peito morno para se alojar. Meio monocórdia sinfonia de pesados instrumentos mortíferos, voa o pássaro de asas grandes, elas são lindas. Desmancham as nuvens por onde passa e forma desenhos no céu.
Voa solicito há busca do general entrincheirado que se nega ao abraço de paz que porá fim a sangrenta batalha.
Voa pássaro de gigantes asas brancas.
Embora cansado não desista.
Por Favor!


Hannaell Mendes
08/09/2012 – 10h40min

sábado, 25 de agosto de 2012

Mãos ao bolso!! Cidadão...



É o que mais sabe fazer a SEMAV em Presidente Prudente. Gostaria de saber o que os candidatos a Prefeito, pretendem fazer a respeito da fabrica de multas em nossa cidade. Estão multando até veículo parado em estacionamento privado.

Penso que dirigir é algo de extrema responsabilidade e que certificado de habilitação não deveria ser distribuído a revelia da forma que é feita hoje. Muitos não têm o mínimo de responsabilidade mesmo, e não deveria estar conduzindo um veiculo. Mas não posso admitir o absurdo de amparado nas ações de irresponsáveis o “sistema” impotente e repleto de corruptos puna arbitrariamente cidadão honestos e cumpridores das leis, autuando seus veículos enquanto estes estão trabalhando e os veículos devidamente estacionados no seu local de trabalho. É lamentável e trágico você estar em casa depois de muitos meses sem descanso tentando gozar uma tarde de folga, bate o carteiro e te presenteia com uma multa embalada a vácuo. E isso nem é tão mal, o pior é você constatar que no dia da autuação, na hora indicada você não estava em circulação. Seu veículo estava estacionado em local seguro. E o circo dos horrores ainda esta por iniciar. Claro você tem o direito de recorrer, mas não importa o quanto reúna de provas e testemunhas, a fabrica de multas (através de sua estúpida, covarde e corrupta comissão de analise. Se não for isso, deve ser analfabetos) irá te condenar e até tirar sua habilitação, não importa há quantos anos você seja habilitado, não importa se você nunca foi autuado (em 10, 20, 30 anos de habilitação) eles querem te roubar, eles vão te roubar! Não vão nem olhar sua argumentação. Você estará fudido! Através da justiça certamente você não conseguira nada, mas dizem que tem algumas formas de burlar a “justiça” e livrar-se da arapuca covarde que te armaram, é só molhar a mão de algum funcionário publico corrupto. Está cada dia mais difícil viver de forma honesta neste país. Penso: “não é por sermos vítimas da corrupção que podemos utilizar de atos corruptos para o exercício da justiça”. QUERO SABER O QUE OS CANDIDATOS PRETENDEM FAZER SOBRE O ASSUNTO.
Acreditem não se trata de uma acusação leviana, isto é fato.

  
Hannaell Mendes
25/08/2012 – 10h13min

terça-feira, 24 de julho de 2012

Periodo Eleitoral

É... Chegou mais uma vez o “periodo eleitoral”, abraços, apertos de mãos, beijos em criancinhas sujas, cafézinho no boteco cheio de bebados, caminhadas por ruas lamacentas e fetidas; Promessas, promessas e mais promessas.

Alguns dias atraz ouvi um politico conhecido e “honesto” dizer: É neste periodo que o homem de bem que deseja fazer algo para seu povo esta livre para mentir “por uma boa causa”, ou seja, para ser eleito.
Se para conquistar os votos necessarios para me eleger for preciso prometer transpor as aguas do mar pelo centro da cidade eu prometo.
Porque eu preciso estar lá para mudar a vida do meu povo. Será?

E ai povão?
Como vai ser desta vez?
Estão cansados de mentiras?
Estão cansados de corrupção?
Estão cansados de serem roubados?
Estão cansados de serem enganados?
Estão cansados de ver seus filhos cada dia mais ignorantes?
Estão cansados de ver seus progenitores definharem na fila da saude publica?
Estão cansados de ver crianças, mulheres e homens pelas ruas pedindo esmolas?
O que voce faz quando alguem lhe pede uma esmola?
O que voce faz quando ve alguem dormindo embaixo de um viaduto?
O que voce faz quando ve uma criança de 10 anos que ainda não aprendeu a ler e escrever?
O que voce faz quando ouve uma noticia de que alguem morreu na fila do INSS a espera da autorização para fazer um exame que poderia detectar a doença, indicar o tratamento que iria lhe propiciar mais alguns anos de vida?
O que voce faz quando ve um cadeirante tentando atravessar uma rua movimentada?
O que voce faz quando ve uma prostituta dando espediente num esquina da cidade?

- Estou certo que 99% das pessoas que lerem estas interrogativas, responderão, NADA!

Sendo assim só peço uma coisa, aprendam a votar. Se voce acredita que todos os politicos são iguais, vão roubar o dinheiro publico e fazer muito pouco, quase nada. Então mostre para eles que voce esta consciente disso, não vote em ninguem.

A corrupção só chegará ao fim quando os fabricantes de corruptos cessarem a produção ou seja, o povo que vota deixar de votar em carinhas bonitas, personas bizarras, por que o cara deu um geitinho numa coisa para ele ou para um parente ou conhecido...
Todo brasileiro acha um escandalo um bandido poder se candidatar.
Eu acredito que escandalo e falta de vergonha na cara é eleger um candidato bandido. Mesmo sabendo quem ele é.
Quem vota em corrupto é tão corrupto quanto.

Porque não se faz algo de concreto contra a politicagem marginal?
Porque a maioria do eleitorado pensa um dia, mesmo que remotamente se tornar no minimo um vereadorzinho!
Eleições-2012: nosso pleito!

De todos os que estão canditatos sem medo de errar, posso dizer:

Apenas 2% estão preparados para legislar.
Apenas 5% tem boas intenções.
Apenas 0,5% se eleito tentará fazer a coisa certa.

Claro! Certamente nenhum desses serão eleitos.




Hannaell Mendes
24/07/2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O que mais admiro no preguiçoso é a perseverança, por mais que o entorno o pressione, a necessidade bata à sua porta, nem mesmo a fome é capaz de arrancá-lo da sua ociosidade.


Hannaell Mendes
11/06/2012 – 17h43min

terça-feira, 3 de abril de 2012

Duplo sentido

Às “vezes” eu me distraio e cometo um erro, um equivoco, uma gafe...
Algumas pessoas às “vezes” se lembram e fazem a coisa certa.
Outras nem se importam, às “vezes” não existe: fazer merda e fuder com os outros é tão natural quanto piscar e respirar.


Hannaell Mendes
03/04/2012 – 13h56min

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

AVE DE AGOURO

Emputecido pelas mazelas que calcam meus ombros de forma covarde e sem pudor, aprisionado na escuridão que sobrepõe o enfraquecido lampejo de minha alma, defronte a latrina sobre sua tampa abaixada vomito compulsivamente palavras sem nexos em dias vazio de paginas amareladas de uma velha agenda de anos passados, numa desesperadora tentativa de encontrar soluções para o que parece insolúvel.

Brutalmente insultado pelos fantasmas que se desenham a minha volta, formados pela fumaça do meu cigarro: os quais, mastigo suas bitucas e as dispenso ao chão em sonoras e cusparadas.

Parte ainda sã de minha mente mantém o precário funcionamento de meus órgãos. Exausto com a infrutífera busca, opto por abandonar o fétido cubículo e passear por um abandonado bosque próximo de casa.

Já em pleno passeio sentindo a brisa calma que toca meu rosto, percebi-me atraído pelo fúnebre gorjear de um estranho pássaro desconfortavelmente acomodado nos secos galhos de uma arvore sem vida. Paro a observá-lo.

Sub a arvore os restos de um banco corroído por cupins, esgueiro-me entre galhos secos de pequenos arbustos nascidos de sementes encubadas no solo ou semeadas por pássaros distraídos e brotaram devido ao longo tempo sem zelo. Sento-me nos restos de banco apodrecido bem embaixo do galho que se assenta o funesto pássaro.

Ao erguer a rosto para observá-lo, senti um violento impacto contra minha testa como se fora uma incandescente bala de fuzil atravessando minha fronte. Percebi um liquido quente, gosmento, esverdeado e fétido escorrer pela minha face. O maldito e fúnebre pássaro defecara em minha cabeça, mediante tão calorosa recepção, desisto da visitação ao abandonado bosque e volto a caminhar pelas ruas em direção minha casa, enlameado pelos dejetos da funesta ave de agouro.

Ainda sem nenhuma aparente solução, apenas a certeza de que necessito de um banho.



Hannaell Mendes
14/02/2012 – 02h25min

sábado, 7 de janeiro de 2012

“FELICIDADE”

Quando criança por volta dos sete, oito anos ainda não sabia nadar. Sonhei com uma linda menina, ela tinha o rosto parecido com o seu, a boca igual a sua, os olhos, cabelos o corpo, tudo idêntico a você.
Banhávamos num pequeno riacho, a menina olhava e sorria pra mim. Eu sempre nos lugares mais rasos, pois ainda não sabia nadar. A menina sabia, por tanto explorava águas mais profundas, por alguns instantes desviará meu olhar, pois um inseto me picará. Quando voltará para menina percebi que estava por afogar-se, de súbito mergulhei em direção a ela e como um peixe nadei, arrastei-a para margem, desfalecida deitei-a na areia, esbaforido desabotoei sua blusa, seus seios ficaram expostos; iguaizinhos os teus. Coloquei minha pequena mãozinha entre os dois e comecei a flexionar, ela não reagia, então inspirei o máximo de ar que pude armazenar em meus amiudados pulmões, encostei meus lábios nos seus e soprei forte: uma, duas, três vezes e novamente voltei a flexionar bem forte minhas mãos entre seus lindos seios. Ela recobrou os sentidos, olhou fixamente em meus olhos sorriu e me disse: “me espera!”
Acordei aos prantos com mamãe a beira de minha cama me sacudindo, interrogando-me desesperada. Eu suava e tremia muito!
Desde então roubará minha paz, todos os dias vinha em meus sonhos parava diante de mim olhava-me fixamente e perguntava: “Me espera?”
Eu simplesmente ficava olhando pra ela e admirando sua beleza impar, até que um dia tomei coragem e perguntei quem era ela, em duas palavras me respondeu – sua felicidade! Quase todas as noites ela vinha.
Quando tinha cerca dez anos a menina desaparecerá. Voltará por volta dos treze, seu sorriso e seus olhos brilhavam como nunca brilhará, uma luz há envolvia por inteiro, me olhou fixamente e disse: “estou chegando.” Tocou meus lábios com as pontas dos dedos, desfaleci e acordei em profundos soluços, agarrado ao meu travesseiro.
Logo depois de completar quatorze anos ela veio novamente e disse: “me espera já cheguei; não viaje para longe, logo iremos nos encontrar. Eu necessito que você me ajude a encontrar a mim mesma!” e desapareceu novamente. Passaram-se muitos anos de nosso tempo e a menina dos meus sonhos não mais apareceu, mas eu nunca deixei de lembrá-la, principalmente na hora de recolher-me, o toque de seus dedos nos meus lábios, toda vez que me lembrava dela era como se voltasse ao instante que me tocará.
O tempo aos passos do tempo sem contar o tempo que se espera o tempo passar, eu sempre a me lembrar da menina até ao ouvir alguém pronunciar a palavra “felicidade”. Mas ela nunca mais veio me visitar.
Passando o tempo que conta o tempo que marca às horas que faz o tempo passar. Desejei todo tempo encontrar a felicidade.
Em busca da "felicidade" passei muito tempo do meu tempo abraçando e beijando falsas felicidades. No desespero de encontra-la fui magoado e traído por diversas infelicidades, amarguei a angustia e sofri de saudades da minha felicidade. Já passado muito tempo que conta o tempo do tempo de vivencia que se diz às vezes fora do tempo alem da idade.
Num dia ensolarado e muito quente mergulhado em empilhadas de tarefas, angustiado pelo trabalho uma brisa fria quase gelada soprou-me nos ouvidos: pare! É hora de sonhar preciso lhe falar, deixei tudo por fazer fui embora era apenas duas horas da tarde, mesmo assim fui acometido de um profundo sono e fui me deitar. Tão logo adormeci a "felicidade" chegou. Que saudade daqueles olhos, aquele rosto. Sorrindo olhou-me fixamente, segurei suas mãos bem forte com medo de que fosse embora, apertou as minhas mãos, aproximou seu corpo do meu e me envolveu em um forte e extenso abraço, seus lábios tocaram os meus num beijo ardente e cheio de amor. Senti seu coração pulsando por traz de teus seios, seu corpo em chamas a me queimar. Disse-me: obrigado por me esperar, esteja pronto amanhã vamos nos encontrar.
E assim se fez no dia seguinte em meio tanta gente lá estava ela, linda como sempre, nossos olhares se cruzaram. Eu esperei, desejei tanto este dia, pensei que viria correndo para mim e saltaria em meus braços e como loucos nos amariamos. Mas eu nem peguei em suas mãos, não ficou parada diante de mim olhando fixo nos meus olhos, eu não a abracei, o seu corpo não se encostou ao meu, não beijei sua boca.
Ao tempo que não para de contar o tempo que marcam as horas do tempo que passa, fomos apresentados como estranhos.
Passeamos juntos em parques e praças, tomamos sorvetes juntos, bebemos, nos embriagamos, rimos e choramos juntos, caminhamos descalços na areia e pisamos na grama molhada dos canteiros que separas as duas vias das avenidas. Tomamos banhos de chuva e contamos estrelas numa noite nublada.
O tempo que conta às horas que somam meu tempo, já esta por parar de contar o meu tempo, que o tempo concedeu-me...
Mas tenho a impressão de que ela não me reconheceu.

Hannaell Mendes
07/01/2012 – 02h23min